Por pressão da Polishop, Band inclui RS na programação nacional de transmissões de concursos estaduais do Miss Brasil 2016


Filial gaúcha da emissora se mostrava resiliente em liberar a transmissão do evento para fora do Estado. Marthina Brandt foi decisiva para ampliação do acordo

Da redação TV em Análise

Antares Martins/Band RS/Divulgação


Seleção das 30 candidatas municipais para a final já foi feita

Diretores da Polishop e da Organização Miss Brasil Universo pressionaram a filial da Rede Bandeirantes do Rio Grande do Sul para transmitir para todo o país o concurso Miss Rio Grande do Sul 2016. A informação foi apurada com exclusividade pelo TV em Análise Críticas após a publicação, na noite desta quinta-feira (23), no Facebook da detentora da concessão do Miss Universo para o país, de comunicado relevante informando a transmissão nacional da etapa gaúcha do Miss Brasil 2016. Inicialmente, o certame estava marcado para o dia 16 de julho, em um resort de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), mas o local foi reprovado pela patrocinadora master do Miss Brasil. Uma nova data será agendada. Todas o processo de seleção das 30 candidatas municipais já foi realizado.
De acordo com fontes da Organização Miss Brasil Universo – joint-venture entre Polishop, WME/IMG e Ford Models Brasil, a realização do Miss RGS 2016 em um importante teatro de Porto Alegre não está descartada. Dois locais, a Pepsi On Stage e a casa de espetáculos Opinião, foram visitados em março. Ambos os locais estão dentro dos padrões requeridos pela Miss Universe Organization para uma possível candidatura de Porto Alegre a sediar, no futuro, alguma edição do Miss Universo, assim que o compromisso com a cidade de Las Vegas se encerrar, em 2018.
O Miss Rio Grande do Sul é o terceiro concurso estadual que a Band passa a ter na carteira de transmissões nacionais. No mês passado, a emissora anunciou as transmissões dos concursos de São Paulo (já realizado) e Rio de Janeiro (marcado para o dia 9 de julho, na Cidade do Samba). Para 2017, a Band espera contar com a transmissão nacional de quatro concursos estaduais – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Procurada pela reportagem do Críticas, a Organização Miss Brasil Universo confirmou a informação, mas não quis entrar em detalhes sobre a definição de data ou local de realização do Miss Rio Grande do Sul 2016.
Desde que passou a promover o Miss Rio Grande do Sul em 2004, a Band de Porto Alegre tem sido alertada, sobretudo na gestão de Evandro Hazzy, por missólogos de várias partes do país para a importância de mostrar o evento em rede nacional. Com a chegada de Carlos Totti à direção do certame estadual, em 2012, as pressões dos amantes de concursos de beleza para cima da Band nacional só aumentaram. Desde 2008, a Band mostrou em rede nacional de forma irregular apenas o concurso Miss Minas Gerais graças a acertos com os governos de Aécio Neves e Antônio Anatsasia, ambos do PSDB. No passado, o SBT foi a única rede a mostrar o Miss RS em rede nacional, entre 1983 e 1987. Porém, todo o processo de gravação ocorria na sede da emissora, em São Paulo, o que irritou alguns especialistas. Devido às acusações de “paulistização” do Miss RS, em 1988, o concurso local não foi realizado pelo SBT nos moldes tradicionais. Nesse ano e também em 1989, optou-se pela indicação de candidatas.

Antares Martins/Band RS/Divulgação/27.06.2015


Brandt (ao centro) teria sido decisiva para acordo

Na história do Miss Brasil, o Rio Grande do Sul acumula 14 títulos nacionais. O último deles foi conquistado no ano passado por Marthina Brandt, classificada entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2015, realizado em Las Vegas em dezembro último. Fontes admitem que Brandt, 24, teria tido um peso decisivo para que a Polishop convencesse a Band de Porto Alegre a liberar a transmissão nacional do Miss Rio Grande do Sul. Até então, a exibição do certame era exclusiva para o Estado. Também pesou a iniciativa da Band de fazer o livestreaming do evento a partir de 2012.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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