Polishop descredencia coordenador acusado de assédio e Alagoas tem candidata indicada para o Miss Brasil 2016


Márcio Mattos foi denunciado por assédio pela vencedora do Miss Alagoas 2014, Karla Macêdo; caso chegou ao conhecimento da Enter, mas punição só foi tomada após mudança na coordenação nacional do Miss Universo

Da redação TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação


Com punição, Estado será representado por ex-candidata do Miss SP 2015

Márcio Mattos não é mais o coordenador do concurso Miss Alagoas válido pelo Miss Brasil que credencia a representante do país no Miss Universo. A decisão foi tomada pela Organização Miss Brasil Universo na sexta-feira (17), após o anúncio da indicação de Gabriela Marinho, 22, como representante do Estado no concurso nacional marcado para o dia 1º de outubro, no Citibak Hall, em São Paulo. Em 2015, Gabriela fora eleita candidata de Vinhedo (região metropolitana de Campinas) para a disputa do título de Miss São Paulo, onde acabou na segunda colocação. Por fazer parte do banco de candidatas da Enter, empresa de eventos que o Grupo Bandeirantes de Comunicação fechou em janeiro último, foi reaproveitada pela nova empresa formada pela varejista Polishop, a agência Ford Models Brasil e o grupo americano de entretenimento WME/IMG, controlador do concurso de Miss Universo desde 14 de setembro de 2015, apenas para cuidar dos interesses relativos ao concurso Miss Brasil.
De acordo com fontes da Polishop, Mattos não teve seu contrato renovado “devido ao vínculo de todos os coordenadores estaduais que trabalhavam com a antiga gestora da concessão do Miss Universo para o Brasil (a Enter) ter se encerrado após a assunção das obrigações da empresa patrocinadora master em promover o concurso Miss Brasil pelos próximos cinco anos, cabendo a esta a responsabilidade de pagar as despesas de representação e estadia da candidata brasileira na disputa do título de Miss Universo”. No entanto, a motivação para a saída de Mattos da coordenação do Miss Alagoas teria sido uma denúncia de assédio sofrido por parte da vencedora do concurso estadual de 2014, Aline Karla Macêdo. No dia 5 de agosto de 2014, pouco antes de encerrar seu reinado, Karla fez acusações gravíssimas a Mattos, que chegaram ao conhecimento da Enter, que não o descredenciou para não prejudicar a participação do Estado no Miss Brasil 2015. Em janeiro deste ano, a Polishop anunciou que passaria a fazer a fiscalização direta dos 27 concursos estaduais do Miss Brasil, abrindo portas para o descredenciamento de coordenadores que já tivessem sido denunciados ainda na gestão anterior. Contratos como o de Mattos não foram renovados.
Em toda a história do Miss Brasil, Alagoas é um dos Estados com pior histórico de classificações (quatro semifinalistas em 1981, 1983, 1995 e 2004, sem nenhum título). O Estado iniciou sua participação na etapa brasileira do Miss Universo em 1955.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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4 respostas para Polishop descredencia coordenador acusado de assédio e Alagoas tem candidata indicada para o Miss Brasil 2016

  1. Gothardo disse:

    Há um detalhe importante que o colunista deste blog ignora totalmente. Gabrielle é alagoana então não foi uma punição ao Estado ter que ser representado por alguém que apenas faz parte do banco da empresa promotora. Gabrielle sempre recusou-se a representar Alagoas antes justamente porque não concordava com os métodos do antigo coordenador.

    • João Lima disse:

      O Críticas mantém o que publicou sobre o caso da ex-coordenação do Miss Alagoas. No mais, agradecemos à citação de Gabriela ser do Estado que defenderá no Miss Brasil 2016.

      A redação do Críticas

  2. Pingback: Mesmo fora da organização, mas ainda com a concessão do Miss Universo nas mãos, Band determina repressão a ‘book rosa’ e prostituição em etapas estaduais do Miss Brasil 2016 | TV em Análise Críticas

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