Assunto da semana: Não se devem cercear números


Não se deve fazer seletividade na audiência da temporada 2015-2016

Fotomontagem Variety/Divulgação/ABC/NBC/21.05.2014

É hipocrisia querer colocar filtros de informação nos rankings de audiência dos “full series” divulgados pela imprensa especializada em televisão desde o início da noite da quarta-feira (25), uma após The Voice e Dancing with the Stars terem travado uma batalha nervosa de números para tentar pegar o quinhão herdado do extinto American Idol – o de ser o último grande evento televisivo da temporada 2015-2016. Evento? Mas esses realities, desde a estreia, não são feitos todos em estúdios de cenários elaborados e requintados?

Fotos CBS e Waerner Bros. Television/Divulgação

Não dá para tentarmos separar nas listas de 50 ou mais programas de maior média ou de 50 de maior número de telespectadores programas de episódios inéditos dos poucos que tem reprises listadas nos dois casos. Nas listagens da Nielsen Media Research, The Big Bang Theory e NCIS aparecem citadas com uma reprise cada nos top 50 de audiência. A força das duas séries é incomensurável a ponto de suscitar amplos acordos de renovação multianual. Que, em alguns casos, não cobrem todo o elenco – ver Michael Weatherly ir para Bull.

Captura de tela/CBS/10.09.2015

Em tempos de vazamentos seletivos da Operação Lava Jato para certos órgãos de imprensa, a pensata se aplica muito bem às listagens de programas mais vistos do ciclo televisivo americano, que para efeitos comerciais vai da festa do Primetime Emmy à última quarta-feira antes do feriado de Finados militar do país, o Memorial Day. No grosso, essa coisa pega o prazo de elegibilidade do “Oscar do horário nobre” (1º de junho a 31 de maio). Na dúvida, as duas conjugações estão certas. Estavam nos tempos de Under the Dome.

Neil Jacobs/CBS/Divulgação

Sem contar eventos especiais – Miss Universo, Oscar, desfiles da Vicoria’s Secret, Super Bowl, et caterva, a listagem de maiores audiências do ciclo 2015-2016 não reservou nenhum grande sucessão de público de cara, tal qual ocorreu no ano passado com Empire. Esquece. Da nova safra, Blindspot, neutralizada pelas avassaladoras audiências do Monday Night Football e final do futebol americano universitário se tornou coisa menor. E o que dizer de Supergirl, Code Black e companhia distinta? Grande coisa não foi. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (5/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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