Assunto da semana: Sem amanhã para as renovações?


Semana prévia dos upfronts americanos para 2016-2017 já estava empacotada

Eddy Chen/The CW/Divulgação/16.10.2015

Nos dias que antecederam à 88ª festa de entrega do Oscar, em fevereiro último, a ABC iniciou o que se pode chamar de ciclo de renovações prévias em massa de boa parte de sua programação de horário nobre para a temporada 2016-2017. Com protocolo, a medida da emissora da Disney foi seguida de forma espontânea pela The CW, que renovou todas suas 11 séries roteirizadas meses antes de ordenar três novas produções e incorporar Supergirl (ex- CBS) ao seu portfólio de programação. É a sinfonia de que alguma coisa estava arrumada.

Richard Cartwright/ABC/Divulgação/24.09.2015

Com a devida razão, as atitudes massivas da ABC e da CW em segurar títulos como Grey’s Anatomy, How to Get Away with Murder, Modern Family, Dancing with rhe Stars, The Flash, Arrow, para não citar programas que o Luiz Bacci qualificou como “coisa para intelectual assistir na TV a cabo” (não meter a Viola Davis no meio dessa discussão insana) se contrapõem por completo às atitudes homeopáticas da NBC e FOX, que fizeram essas renovações a conta-gotas. Blindspot, The Blacklist, Empire, Scream Queens

Fotos Cristos Kalohoridis/NBC/Divulgação e FOX/Divulgação

Para as redes que renovaram Shades of Blue e Gotham, a colocação de adaptações cinematográficas de bilheteria – Taken e The Exorcist – apenas endossa a adoção, por parte da NBC e da FOX de seguir a banda da CBS, que no ciclo passado deu luz verde às insossas Rush Hour e Limitless, de qualidade artística mais risível que os discursos de certos senadores a favor do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, 68, por fazer pedaladas inventadas pelo conjunto da obra da mídia velhaca. A qual dá às costas ao debate.

CBS/Divulgação/31.08.2015

No grupo da CBS, até o fechamento deste texto, líquida e certa já era a perda de Supergirl para a CW por razões de público-alvo e conflito de interesse. Não valia à pena para uma das três grandes redes carregar uma adaptação insignificante (para seus padrões) de uma história de quadrinhos de audiência mais jovem que a de Criminal Minds, mantida para a 12ª temporada, respeitando seu público fiel. Não de igreja. Ainda nesta emissora, o fim da franquia CSI após o desastre Cyber virou irreversível. Coisas de mercado, Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (15/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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