Assunto da semana: Socos e pontapés na mira do Emmy


Falta forma e conteúdo e sobram dublês para Rush Hour como série

CBS/Divulgação/31.03.2016

É precoce arriscar qualquer coisa de Rush Hour (Warner, 3ª, 21h40, 14 anos) enquanto série televisiva, principalmente partida de uma mente como a do produtor Bill Lawrence, 47, saído de uma cultura de produções cômicas como Scrubs e Cougar Town, apenas para citar os casos mais notórios. Nem irei perder meu tempo analisando a embalagem de um filme de ação adaptado de cerca de 120 minutos de salas de circuito comercial para 47 de televisão aberta tradicional, com os descontos de tempo dos comerciais. Corta!
Da reprise do piloto que assisti na madrugada desta terça-feira (26), no canal pago TNT, pode se depreender muita coisa, menos que Rush Hour é grande coisa em termos de roteiro, atuação (Lawrence mais Blake McCormick, Jim Kouf e Ross LaManna, de cuja lavra saiu a história dos filmes da franquia) e produção. Passa longe da comédia ao privilegiar os dublês nas cenas de ação mais numerosas que o primeiro episódio da sexta temporada de Game of Thrones e sua salada de efeitos visuais a la Joãozinho Trinta (no bom uso da palavra).

CBS/Divulgação/03.04.2016

Alguém vai me perguntar: e as atuações do Justin Hires e do John Foo, atores principais escalados para a lide da versão televisiva de A Hora do Rush? Esquece. É melhor perguntar esse tipo de coisa para o chinês Jackie Chan, cuja lavra o tornou um dos atores mais competentes de filmes de ação. Sua popularidade de blockbuster o levou a cantar no encerramento da Olimpíada de Verão de 2008 de Pequim ao lado de outros artistas chineses de menor monta. Mas esta é uma outra história para se passar aos assuntos olímpicos.

Neil Jacobs/CBS/Divulgação/13.05.2015

Voltando ao ambiente da série, Rush Hour tem na sua coordenação de dublês, liderada por James Lew, 63, da época de Kung Fu do saudoso David Carradine, o seu ponto mais forte. Composta de quatro profissionais, essa equipe dá a vida necessária à excelência das artes marciais a um ponto de colocá-la no raio de ação de uma possível indicação ao 68º Primetime Emmy só para esse segmento. O resto (edição de som, edição de imagem, trilha dramática musical, dentre outros itens) é mera embalagem técnica. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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