Assunto da semana: Após o apagar das luzes, o que fazer?


Haverá outras vezes como uma derradeira final de American Idol

Buchan/Variety/REX/Shutterstock/15.01.2016

A frase que dita o título deste texto, da produtora Trish Kinane, é tão verdadeira que simboliza o espírito emotivo no qual desabou o apresentador Ryan Seacrest, 41, após o anúncio de Trent Harmon como o derradeiro vencedor desta encarnação do American Idol, encerrada na noite da quinta-feira (7) depois de uma jornada de 15 temporadas, 36 Grammys e inúmeras outras acolhidas nos meios musical e televisivo americanos. É indescritível a força que este reality de competição despertou, a partir da aquisição pela FOX em janeiro de 2002.

Fotos Frank Micelotta/FOX/Divylgação e Matt Sayles/Invision/AP

Se ater à manada de encontros e reencontros que a derradeira final do Idol promoveu, entre vencedores e competidores das 14 temporadas anteriores, incluindo vencedora de Oscar (Jennifer Hudson) é muito difícil. Para se ter uma ideia, 37 ex-competidores passaram pelo palco do Teatro Dolby, em Los Angeles, no curso de dias horas e três minutos de transmissão. Do chinês que “assassinou” She Bangs do Ricky Martin na temporada 3 ao enésimo tributo a David Bowie, teve de tudo. Menos garota de biquíni.

Captura de tela/FOX e Fotos Reuters e Getty Images

Aberta por um discurso especial do presidente Barack Obama, a última final do American Idol se pontuou por um brevíssimo reencontro dos apresentadores originais, Seacrest e o comediante Brian Dunhleman, que saiu após a primeira temporada, na summer-season de 2002. Foi a senha para chamar pela última vez ao palco os atuais jurados Keith Urban, Jennifer Lopez e Harry Connick Jr. E deixar a velha guarda – Paula Abdul, Randy Jackson e Simon Cowell para o miolo do show derradeiro. Foi uma coisa desconcertante.

Kevork Djansezian/Getty Images

É inegável que o American Idol, agora oficialmente extinto, tenha deixado um importante legado de beneficências, revelação de talentos, busca de nomes que empoderassem ou empoderam a indústria fonográfica americana no período pós 11 de setembro ou tenha mudado a cultura pop de uma forma geral. Isso o produtor Simon Fuller não pode tirar de letra. O problema central para seu desaparecimento foi a incapacidade de acompanhar o crescimento de congêneres como o The Voice, da NBC. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (10/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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