Assunto da semana: Primeira triagem – Primetime Emmy 2016


A manada de explicações sobre as mudanças no 68º Primetime Emmy

Reprodução/Emmys.com

De posse das informações da Academia de Televisão, começaremos gradativamente a desvencilhar o verdadeiro labirinto que está se criando para a formatação do programa do 68º Primetime Emmy, cujas atividades desde já começam a tomar corpo. Não de mulher, mas do grande e gigante evento televisivo que ocorrerá nos dias 10, 11 e 18 de setembro, no Teatro Microsoft, em Los Angeles. Passado o ciclo das premiações técnicas da mid-season, é hora de desvencilhar algumas coisas inerentes a áreas técnicas, as mais afetadas do escopo.
Direto com os bois, o conjunto de nove adaptações de regras beneficia a turma dos programas de curta metragem, agora contemplados com categorias de atuação específica tanto em série cômica quanto em série dramática. Nas áreas de produção, trocaram-se nomenclaturas mais horrendas que dragão chinês para a coisa mais lógica e certa: melhor série cômica ou dramática de curta metragem, melhor série de variedades de curta metragem e melhor reality ou programa de não ficção de curta metragem. Ficou mais interessante.
No meio do bolo, aumentaram se as indicações de roteiro e direção em série cômica e série dramática para a mesma quantidade de atores: seis. O benefício do benefício. Áreas de edição de imagem em reality foram separadas para reality de competição e reality de não ficção (com ou sem estrutura). Em direção de arte, a divisão beneficiou também os especiais de premiação, como Oscar, Miss Universo, Grammy e outros, além do grupo de realities. Na área de direção, realities e programas de entrevistas passaram a ter tratamento diferenciado.
Burocracias de votação à parte, a área de figurino em variedades, não ficção ou reality saiu do grupo de prêmios do júri para a área de competição, que possibilitará a inserção de cinco indicados, no padrão usual. A preocupação da Academia de Televisão com o cancelamento de Wicked City e cortes de ordens de produção de Truth Be Told, Minority Report, The Player e Blood and Oil forçou a entidade a rever a definição de série. E admitir produções com escopo de dois a cinco episódios. A coisa vai pegar. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (3/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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