A prova que faltava: Marthina Brandt, Miss Brasil 2015, tomou parte dos protestos coxinhas contra a presidenta Dilma


A confissão de um crime

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Instagram/Marthina Brandt/13.03.2016


Na Paulista, a bela em meio a feras selvagens da oposição

Na roda de inspeção do Instagram da Miss Brasil 2015 Marthina Brandt tomada pela redação do TV em Análise Críticas no início da tarde desta quinta-feira (31), uma imagem aterradora chamou a atenção: a das manifestações coxinhas e oposicionistas do domingo (13), orquestradas por órgãos de imprensa, concessões públicas de radiodifusão sonora de sons e imagens travestidas de redes nacionais de televisão e entidades patronais da indústria. Em meio aos 2,5 milhões de “manifestantes” computados pelo Datafolha, estava Brandt, classificada entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2015 e, por não ter avançado à fase de trajes de gala, focou com a incumbência de cumprir as atividades domésticas de seu reinado. Uma delas, vergar a Bandeira Nacional, vestir a camisa da Selecinha desencalhada do comércio depois da Copa e usada à exaustão depois do Mineiratzen e escrever “Meu partido é o Brasil!!!! Vamos lá, todos por um país melhor… Um Brasil sem corrupção, com saúde, educação e respeito”.
“Meu Partido é o Brasil”, frase dita por Brandt, é o nome de um dos 52 grupos supostamente “apartidários” que, ao lado das transnacionais americanas de petróleo Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil, financiaram sua eleição como Miss Brasil 2015. Uma internauta argentina criticou Brandt pela atitude. “Educação? E agridem um menino tratando-o de ladrão em vez de querer educar e criticar. Patética”, escreveu. Apesar do protesto, muitos internautas a elogiaram por sua atitude “patriótica” de castrar a escolha popular de 54 milhões de brasileiros, feita em segundo turno no dia 26 de outubro de 2014. Melissa Gurgel, Miss Brasil da ocasião, não tomou parte nos protestos pró-impeachment realizados em 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto. Votara em Camilo Santana (PT) para governador do Ceará e em Dilma Rousseff para presidenta da República nos dois turnos da eleição geral de 2014. Diretores da extinta Enter, empresa de eventos da Band, que promovia o Miss Brasil e detinha a concessão do concurso Miss Universo para o Brasil, tentaram convencer Melissa a tomar parte nos protestos organizados pelo Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online. Ela recusou a convocação.
O envolvimento de Marthina Brandt com a oposição a Dilma não é novo: na terça-feira, 1º de dezembro, dia de seu embarque para participar do Miss Universo 2015, em Las Vegas, o canal pago BandNews TV, do grupo Band, exibiu uma entrevista da Miss Brasil 2015 recém-eleita com o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria Junior. Nela, cometeu uma barbeiragem cronológica no jejum de títulos de Miss Universo que o Brasil vergava até então – 47 anos, cinco meses e 18 dias. Isso, apesar de vir de uma cidade livre de analfabetismo de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – Vale Real, na região serrana de Montenegro. Lá, Aécio Neves, candidato do PSDB, derrotou Dilma nos dois turnos da eleição presidencial de 2014, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral. “Precisamos de seres humanos, de pessoas íntegras”, disse Marthina em um ponto da entrevista, sugerindo que rumo político iria tomar caso não vencesse o Miss Universo 2015. E é exatamente o que está acontecendo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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5 respostas para A prova que faltava: Marthina Brandt, Miss Brasil 2015, tomou parte dos protestos coxinhas contra a presidenta Dilma

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