Procon-SP: Reclamações contra empresa de televendas dona do concurso Miss Brasil sobem 66% em 2015


Garantia e produtos com defeito lideraram o ranking

Da redação TV em Análise

Lucas Ismael/Band/Divulgação/15.11.2015


Candidatas ao Miss Brasil 2015 em loja da Polishop: concurso ficha suja

Cinco meses após ter tomado do Grupo Bandeirantes de Comunicação o controle do concurso de Miss Brasil válido pelo título de Miss Universo, a empresa de televendas Polishop está às voltas com um número nada honroso para quem pretende transformar o certame no mais importante das Américas. Dados da Fundação Procon, ligada ao Governo do Estado de São Paulo, indicaram um crescimento de 66,66% no número de reclamações contra a Polimport Comércio e Exportação Ltda., razão social da Polishop. De acordo com o Cadastro de Reclamações Fundamentadas lançado pelo órgão nesta terça-feira (29), a empresa dona do Miss Brasil registrou durante o ano de 2015 25 reclamações em todo o território paulista, mais que as 23 reclamações registradas em 2009, primeiro ano do cadastro eletrônico de reclamações, e as 16 registradas em 2014.
Das 16 reclamações que o órgão atendeu, considerando-se apenas os cinco problemas com mais reclamações pelos consumidores, nove diziam respeito a garantia de produtos. As reclamações de produtos com defeito vem na sequência, com quatro ocorrências atendidas. Na área de assuntos financeiros, a empresa dona do Miss Brasil recebeu uma reclamação de cobrança indevida. De volta a área de produtos, a Polishop recebeu uma reclamação de cancelamento de compra. Das nove reclamações não atendidas, garantia e falta de peças para reposição tiveram duas ocorrências cada.
Em comparação com 2014, as reclamações de publicidade enganosa saíram do topo de reclamações contra a Polishop no Procon-SP. Reportagem do TV em Análise Críticas publicada na sexta-feira (18) mostrou que a empresa acumula desde 2009 sete reclamações atendidas por prática de publicidade enganosa, item que os coordenadores estaduais e municipais mais temem na execução dos trabalhos dos concursos regionais do Miss Brasil 2016. Um dia antes, a coordenadora do Miss São Paulo para a capital paulista, Gláicia Poppe, defensora do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e opositora declarada da posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, usara seu Facebook para fazer ataques à Polishop, insinuando que a parceria com a Band era “inexistente”.
Procurada pela reportagem do Críticas, a Polishop informou que as queixas no Procon “são normais em qualquer empresa, inclusive companhia aérea e de transporte interestadual de ônibus”. Associações de aposentados, empresas de telefonia, operadoras de TV por assinatura, bancos e financeiras ocupam as 50 primeiras colocações de um ranking do qual a nova detentora da concessão do concurso Miss Universo para o Brasil não gostaria de fazer parte. E envergonha uma biografia de sucesso que resultou, desde 1954, em 34 classificações entre as semifinalistas, incluindo-se os dois títulos conquistados para o país, o último deles conquistado em 1968 pela baiana Martha Vasconcellos. No “ranking do mal”, a Polishop subiu 17 posições em relação a 2014 (do 138º lugar passou para o 121º).

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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4 respostas para Procon-SP: Reclamações contra empresa de televendas dona do concurso Miss Brasil sobem 66% em 2015

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