Coordenadora da capital paulista denuncia ‘escuridão’ da Polsihop em municipais do Miss São Paulo 2016


Opositora de Lula como ministro da Casa Civil e defensora do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Gláucia Poppe acusa empresa proprietária da etapa paulista do Miss Universo 2016 de não cumprir prazos

Da redação TV em Análise

Reprodução/Facebook/Gláucia Poppe/23.12.2014


Na foto, a versão feminina de Delcídio Amaral para o Miss Brasil 2016

As relações da empresária Gláucia Poppe com a Organização Miss Brasil, responsável pelo concurso de Miss São Paulo, estão cada vez se deteriorando. Em postagem publicada no Facebook oficial do Miss Brasil Universo na noite da quinta-feira (17), a promotora do concurso Miss São Paulo Capital e de concursos municipais de 19 cidades da Grande São Paulo, ABCD Paulista e Alto Tietê fez novas acusações contra a Rede Bandeirantes, a empresa de varejo Polishop e a profissionais da coordenação estadual. Abaixo, a íntegra do texto em que Gláucia volta a atacar a Organização Miss Brasil:

Quem é o responsável por coordenar o Estado de SP (Rogério, Karina?) e, sequer conhece a nós, coordenadores (exceto a mim e mais uma coordenadora), responsável que não se preocupa em fornecer informações para os coordenadores que delas dependiam, para conseguir atuar nos seus municípios de forma adequada. Claro, com o Miss SP em 28/05, pouca coisa pode ser feita nas cidades, que confiaram e aguardaram as informações, que não vieram até hoje. Afinal, para que passar a informação para os coordenadores do maior estado do Brasil, o que tem a tradição de ser televisionado???? Será que as BANDs regionais, com suas 39 cidades, já estão suficientemente informadas para fornecer belas candidatas, todas com as cidades pagando as taxas de licenciamento, valor que não nos passaram? Dia da seletiva, contrato ou regulamento, que não foram passados, também, para nós. A Polishop sabe que trabalhar ‘no escuro’ é impossível, mas parece que a Organização Be Emotion não está preocupada conosco. O Manual, tardiamente enviado, não diz nada. Pelo visto, a surpresa em cima da hora, é o que nos espera. O concurso da cidade de SP, no dia 7/05, está se organizando como? As inscrições pela internet, que seriam enviadas a nós, por cidade, ficou como? Não tinha ninguém das minhas cidades, para me indicar? E, das cidades dos coordenadores que não fizeram concurso, porque a BAND não permitiu, por e-mail nos enviado em meados de fevereiro p. p.? O que pensar desta organização que não cumpre prazos, não quer nos conhecer, não nos envia as informações que precisamos e que só fala com coordenadores de outros estados? Belo tratamento para o ESTADO DE SÃO PAULO, o mais importante do País, e que tem o maior grupo de coordenadores municipais do Brasil! Como ficam os danos que nos estão sendo causados, com tudo isto? Somos todos experientes e conhecidos, nas nossas cidades, onde as expectativas existem. Tudo muito estranho! Um silêncio estranho! Uma consideração estranha! Uma parceria inexistente. Assim, seremos poucos na seletiva, mas certamente, o coordenador que tem 19 cidades, e a Band que tem 39 cidades e a cidade de SP, preencherão a seletiva, com mais alguns que fizeram concurso em 2015.. E, a Ford Models, como está? Tudo certinho? Pra nós, que estamos ‘no escuro’, não dá pra dizer o mesmo! Que desagradável!

Fúria uterina e rancor anti-lulista

Por trás dos ataques destemperados à coordenação do Miss Brasil, Gláucia Poppe usa sua conta pessoal do Facebook também para destilar ataques à presidenta Dilma Rousseff, 68, e ao seu antecessor, Luis Inácio Lula da Silva, 70. Em uma postagem da terça-feira (15), Gláucia postou uma vinheta com os dizeres “Eu não aceito Lula ministro”. Dois dias após atacar a Band e a Polishop, Glau, como é conhecida, fez ataques duríssimos à figura de Lula, que presidiu o Brasil entre 2003 e 2010, chamando-o, entre outros termos, de “palanqueiro”, “populista” e “mentiroso”, após a divulgação das escutas telefônicas ilegais vazadas por órgãos de imprensa envolvendo Lula e figuras do PT nacional como o secretário do Gabinete Pessoal da Presidenta, Jaques Wagner, e a própria Dilma.
No Face de Poppe, também pode ser visto um vídeo em defesa do juiz Sérgio Moro, 43, principal responsável pela Operação Lava Jato, que colocou na cadeia políticos do PT e PP, operadores do PMDB, ex-diretores da Petrobras e empreiteiros como Marcelo Odebrecht, dono da principal construtora do país. Para o processo de produção do Miss Brasil 2016 e de suas etapas estaduais, as cartas de Poppe podem soar como incendiárias à uma fórmula de sucesso que a Band vem cultivando desde 2011, quando trouxe a sede do concurso Miss Universo para o Brasil e fez o país se classificar ininterruptamente no principal concurso de beleza do mundo. Caso Glau Poppe leve sua saga de acusações contra o consórcio Band/Polishop para o Poder Judiciário, haverá uma segunda queda da República. Desta feita, na indústria de modelos, no mercado da moda e no campo missológico.
Além de Moro, Glau Poppe também apoia a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, 60, de impedir a posse de Lula na Casa Civil, a despeito das investidas da Advocacia-Geral da União (AGU) em derrubar as mais de 60 liminares impetradas país afora, em sua maioria por cidadãos comuns como Poppe, que se descreve como “Brasileira cansada do Governo do Brasil, corrupto, sem ética e afundando a população economicamente”.

Outro lado

Ao tomarem conhecimento dos ataques de Poppe, diretores da Organização Miss Brasil informaram ao TV em Análise Críticas que estudarão medidas judiciais para processar a coordenadora do Miss São Paulo Capital por calúnia, injúria e difamação. De acordo com as normas do Miss Brasil, Gláucia Poppe corre sério risco de ser descredenciada do quadro de coordenadores municipais do concurso Miss São Paulo a partir de 2017. Procurada, a assessoria de imprensa da Band preferiu não se manifestar. Através de nota, a Polishop lamentou o que chamou de “postura agressiva e mal-educada de uma franqueada municipal que, ao invés de ajudar o Miss Brasil Be Emotion, prejudica os negócios da marca e mancha a reputação do maior concurso de beleza do Brasil”.
De acordo com matéria publicada pelo Críticas na sexta-feira (18), a Polishop acumula nos cadastros da Fundação Procon, órgão ligado ao Governo do Estado de São Paulo, 148 reclamações fundamentadas registradas de 2009 a 2014, 18 delas por prática de propaganda enganosa. Até o fechamento desta reportagem, o Procon paulista ainda não tinha liberado o montante de reclamações registradas em 2015 contra a nova proprietária do Miss Brasil, do Miss São Paulo e da concessão brasileira do Miss Universo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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