Assunto da semana: Marcia Clark entre a cruz e as espadas


A fragilidade de Sarah Paulson na antologia de American Crime Story

FX/Divulgação/18.05.2015

Saída de uma ponta em American Horror Story: Hotel, cuja personagem se suicidou na estreia da minissérie ao som de Hotel California dos Eagles, a atriz Sarah Paulson, 41, pode estar encontrando no papel da promotora Marcia Clark, 62, sua melhor atuação nos trabalhos que tem desempenhado desde 2011 com o produtor Ryan Murphy, 50. Antes mesmo de assistir ao calvário que a promotora viveria no episódio Marcia, Marcia, Marcia, posso depreender que esta atuação de Paulson é digna de Primetime Emmy. Deve levar.

FX/Divulgação/25.09.2015

Sem querer recorrer à melodia do Super-homem (originalmente grafada sem o hífen) de Gilberto Gil, 73, gravada e lançada em 1979, a metáfora da canção de um dos mestres da Música Popular Brasileira é verdadeira ao menos no ponto de retratar a dramaticidade com a qual Paulson se meteu após deixar AHS e se embrenhar na pesquisa de penteado de época de Marcia, Marcia, Marcia Clarck. Sarah, Sarah, Sarah Paulson, desde já, em meio a uma turma de John Travolta, Cuba Gooding Jr. e outros machos é a grande nota.

FX/Divulgação/29.07.2015

Lastreada nos eventos quer levaram à absolvição do ex-astro de futebol americano Orenthal James Simpson, 68, o O.J. de não sei quantos créditos de atuação pós-carreira, pela acusação de duplo assassinato após uma perseguição cinematográfica que obrigaria esta minissérie a se chamar O Povo (na TV) Contra O.J. Simpson a cinco dias da abertura da Copa do Mundo FIFA de 1994. Se, na vida real, Marcia Clark e a poesia complexa de Gil perderam a batalha para o séquito de defensores de Simpson, na ficção, Paulson demonstra competência.

FX/Divulgação/15.05.2015

Ao contrário da letra de Gil, a firmeza de Sarah Paulson na atuação como Marcia Clark em American Crime Story: O Povo (na TV) Contra O.J. Simpson não pode mudar o curso da história. Até aqui, a narrativa de Murphy para os procedimentos de julgamento de Simpson pelas mortes de Nicole Brown e Ronald Goldman tem se mostrado coesa, firme e fiel às reconstituições das vidas dos promotores e defensores envolvidos. Alguns deles já mortos ou aposentados, como o pai dos irmãos Kardashian dos realities. Boa semana a todos.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (13/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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