Após carta à Band e ameaça de rompimento, coordenadora abre inscrições de etapa da capital do Miss São Paulo 2016


Emissora do Miss Brasil teria mandado proibir os trabalhos das coordenações municipais do interior paulista em e-mail enviado em fevereiro

Da redação TV em Análise

Reprodução/Facebook/Gláucia Poppe/23.12.2014


Gláucia Poppe lidera grupo de coordenadores municipais do Miss SP

Duas horas após o TV em Análise Críticas publicar o manifesto de coordenadores municipais pedino o adiamento do concurso Miss São Paulo 2016 para agosto, a coordenadora do concurso na capital, Gláucia Poppe, publicou no Diário de Alphaville o banner com o cronograma de inscrições do concurso Miss São Paulo Capital 2016, principal objeto da discórdia entre ela e a empresa Polishop, dona da marca de cosméticos Be Emotion, patrocinadora master do Projeto Miss 2016.
Em seu Facebook, Poppe declara ser coordenadora do concurso municipal desde 2004. Numa postagem publicada no domingo (6), Poppe avisou que não autorizaria ninguém “a abrir inscrições para Seletiva/Concurso ‘Miss São Paulo Capital’, por termos exclusividade do uso da marca”. Veja abaixo o banner oficial divulgado para a abertura das inscrições da etapa paulistana do Miss São Paulo 2016:

Newsville/Miss São Paulo Capital/Facebook/Divulgação

Entenda o caso

Segundo Gláucia Poppe, a Band teria mandado em fevereiro um e-mail proibindo a realização dos trabalhos de produção dos 40 concursos municipais válidos pelo Miss São Paulo 2016, que credenciará a representante do Estado na etapa brasileira do Miss Universo 2016. De acordo com o cronograma liberado pela emissora na quinta-feira (3), São Paulo será o quarto Estado a realizar certame válido pelo Miss Brasil 2016, no dia 28 de maio. O concurso nacional acontecerá no dia 1º de outubro, em cidade e local ainda a serem definidos.
Na mesma carta, Poppe proibiu a Polishop de se apropriar da marca do concurso de Miss São Paulo Capital, pertencente a ela e seu esposo e sócio, Renato Cury. Ainda assim, Poppe acusa a Polishop de ter designado outra pessoa para tocar a seleção da representante da capital paulista para o Miss São Paulo 2016, o que já abre um precedente para um embate judicial contra a Band, a empresa de televendas e a Organização Miss Brasil Universo, formada em associação com o grupo norte-americano de entretenimento WME/IMG, dono da Miss Universe Organization desde setembro passado. “Queremos o bom acordo, um evento nacional bem organizado, com uma estrutura que nos respeite e que não inviabilize os nossos trabalhos”, ressaltou.
Na carta postada no Facebook oficial do Miss Brasil Universo na manhã desta segunda-feira (8) e reproduzida com exclusividade nos órgãos de imprensa pelo Críticas, Gláudia Poppe pede o adiamento do concurso Miss São Paulo 2016 de 28 de maio para agosto. O grupo de Poppe, intitulado GCMMESP (Grupo de Coordenadores Municipais de Misses do Estado de São Paulo), solicitou presença na reunião dos coordenadores estaduais que está sendo realizada na sede da Polishop, em São Paulo, desde o início da manhã desta terça-feira (9). O GCMMESP esteve reunido com a direção da empresa de televendas na quinta-feira (18), onde se posicionou pelo adiamento do concurso paulista. A Band e a Polishop recusaram as demandas dos coordenadores municipais paulistas, que estão com os trabalhos paralisados desde então. Na quaurta-feira (24), o grupo de Poppe enviou à diretora geral da Organização Miss Brasil Universo, Karina Ades, um documento de oito páginas contendo críticas, solicitações e sugestões relativas aos concurso Miss São Paulo 2016. “Não obtivemos resposta até hoje”, reclama a coordenadora paulistana.
Segundo a denúncia de Gláucia Poppe, candidatas que já foram eleitas em concursos municipais não estão sendo aceitas pela Be Emotion/Polishop. Com a proibição imposta pela Band, a maioria dos coordenadores municipais sequer começou seus trabalhos.
Procuradas pela reportagem do Críticas, Band, Polishop e a Organização Miss Brasil Universo não retornaram os pedidos de perguntas relativas às denúncias de Gláucia Poppe.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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