Parte das 27 coordenações do Miss Brasil válido pelo Miss Universo não tem estrutura para produzir certames de 2016. Band vai advertir Goiás por parceria com concorrente


Sistema de indicações poderá continuar a ser usado em alguns Estados, caso calendário prometido pela Band não seja cumprido

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Lucas Ismael/Band/Divulgação/16.11.2015


Band exige fidelidade de mídia de coordenações goiana e paraense: emissora negocia concurso sergipano com empresários de shows de Aracaju

Apesar de já ter fechado o cronograma de seus concursos estaduais, o concurso Miss Brasil 2016 válido pelo título de Miss Universo enfrenta graves problemas de estrutura em parte de suas coordenações. Em Estados como Mato Grosso do Sul, Sergipe e Tocantins, sequer existe coordenação. Dos 24 Estados que tem coordenação, apenas 11 estão com acordo de transmissão de seus certames assegurado com a Band. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
De acordo com informações repassadas ao TV em Análise Críticas pelo Comitê Nacional de Coordenadores de Concursos de Beleza (CNCCB), as coordenações do Pará, Sergipe e Goiás usaram serviços de streaming não ligados à Band para transmitirem seus concursos regionais. A direção da Organização Miss Brasil Universo está apurando se os contratos assinados por essas coordenações configuram irregularidade com o Manual do Licenciado, que exige dos coordenadores estaduais fidelidade total e exclusiva à Band. Esse é o argumento para fazer com que Fátima Abranches, coordenadora do Miss Goiás, rescinda seu contrato com a DM TV, canal de internet do jornal Diário da Manhã, pertencente a um grupo local concorrente da Band, pertencente ao empresário Batista Custódio. A afiliada local, a TV Goiânia, pertence ao ex-senador mineiro Wellington Salgado de Oliveira, 56, dono de um grupo de universidades particulares.
Outro entrave da Band será convencer o coordenador do concurso Miss Pará, Herculano Silva, a não usar o site oficial do certame para fazer a transmissão do concurso. Advogados da RBA TV já iniciaram negociações com Herculano para convencê-lo a obedecer às determinações da Band e advertir o mesmo para os 22 coordenadores municipais do Miss Pará. Parte desse grupo vem defendendo que Herculano negocie a transmissão do Miss Pará 2016 com a TV Liberal, afiliada da Rede Globo, sob o argumento de dar mais exposição e visibilidade às candidatas, à vencedora a “à instituição do certame”.
No caso de Sergipe, que está sem coordenação desde que Deivide Barnosa foi descredenciado em maio passado, a Band tenta encontrar saídas para tampar o vácuo deixado pela expulsão de seu licenciado. Empresários de promoções artísticas de Aracaju já estariam sendo sondados pela Band Bahia para assumirem as tarefas de administração e gerenciamento da transmissão do Miss Sergipe 2016, marcado para o dia 10 de setembro.

Promessa é dívida

Caso o cronograma de concursos estaduais seja descumprido por alguma das coordenações ou falte coordenador em algum Estado, a Band e a Polishiop estudam manter o sistema de indicações para o Miss Brasil 2016, para preencher o vácuo de candidatas estaduais não eleitas. Embora ainda seja prematuro adiantar quais Estados poderão ser afetados com o eventual atraso nos certames, é possível deduzir que dois a três Estados poderão recorrer aos bancos da Band para fazer as respectivas indicações. Tocantins usou desse expediente nos dois últimos anos. A princípio, para 2016, tem concurso agendado para o dia 18 de junho. O Espírito Santo, que também indicou candidata para o Miss Brasil 2015, deverá realizar seu certame de 2016 no dia 3 de setembro, junto com o Rio Grande do Norte, que indicou candidatas até 2005.
Nas próximas semanas, o TV em Análise Críticas estará acompanhando de forma vigilante e atenta o cumprimento das promessas elencadas pela Band para o concurso Miss Brasil 2016, principalmente no que diz respeito à organização dos 27 concursos estaduais previamente agendadas sob responsabilidade da Organização Miss Brasil, do Grupo Bandeirantes de Comunicação e da Polishop. E, principalmente, o trabalho dos coordenadores estaduais com vistas à etapa brasileira do Miss Universo 2016.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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