EXCLUSIVO: De 1953 a 2016, média domiciliar da audiência americana do Oscar caiu 52,91%. Queda de telespectadores acumulada desde 1974 é de 23,28%


Na contramão, preço do comercial de 30 segundos da premiação subiu 716,32% desde 1983, quando cada anúncio valia US$ 245 mil

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Mike Windle/Pepsi/Getty Images/28.02.2014


Ato do Cuba Gooding Jr. beber uma Pepsi: US$ 1,8 mi em 2014

Televisionada nos Estados Unidos desde 1953, a festa de entrega do Oscar acumula uma queda de 52,91% na média domiciliar registrada pela empresa Nielsen Media Resarch, já computados os números da 88ª cerimônia, realizada no domingo (28), no Dolby Theatre, em Los Angeles. É o que aponta uma apuração exclusiva do TV em Análise Críticas, que elenca as audiências de 62 das 64 edições televisionadas da premiação, transmitidas por duas redes, ABC (1961-1970 e 1976 até hoje) e NBC (1953-1959 e 1971-1975). De acordo com o mesmo levantamento, os números de audiência das premiações de 1961 e 1966 não estão disponíveis, como pode se ver na tabela.
Desde que a Nielsen iniciou a apuração de telespectadores, em 1974, a evasão de público do Oscar no território americano chega a 23,28%. Em mão totalmente oposta, os preços dos comerciais de 30 segundos apurados desde 1983 dispararam 716,32%, no confronto entre os dados da Nielsen com os que o Críticas apurou de publicações especializadas, como Advertising Age e AdWeek, por exemplo, e órgãos de imprensa e sites de entretenimento como USA Today e Deadline. Abaixo, os números detalhados:

Ano Rede Média Share Dom (milh) Tel (milh) Com 30″ (US$)
2016 ABC 23,4 36,0 N/D 34,300 2.000.000
2015 ABC 24,6 39,0 N/D 36,600 1.950.000
2014 ABC 13,1 33,0 N/D 43,700 1.800.000
2013 ABC 26,6 41,0 N/D 40,300 1.800.000
2012 ABC 25,5 38,0 N/D 39,300 1.700.000
2011 ABC 21.2 33.0 24,627 37,919 1.700.000
2010 ABC 23.3 37.0 26,794 41,699 1.500.000
2009 ABC 20.6 31.0 23,567 36,310 993.400
2008 ABC 18.7 29.0 21,073 32,006 1.820.000
2007 ABC 23.6 37.0 26,317 40,172 1.665.800
2006 ABC 23.1 35.0 25,405 38,939 1,646.800
2005 ABC 25.4 38.0 27,876 42,139 1,503.800
2004 ABC 26.0 40.0 28,212 43,531 1,503.100
2003 ABC 20.4 32.0 21,769 33,043 1,345.800
2002 ABC 25.4 42.0 26,832 41,782 1,290.000
2001 ABC 26.2 40.0 26,800 42,944 1,450.000
2000 ABC 29.2 48.0 29,437 46,333 1,305.000
1999 ABC 28.6 46.0 28,466 45,615 1,000.000
1998 ABC 34.9 55.0 34,160 55,249 950.000
1997 ABC 27.4 46.0 26.531 40.075 850.000
1996 ABC 30.3 50.0 29.016 44.867 795.000
1995 ABC 32.5 53.0 31.005 48.279 700.000
1994 ABC 31.1 49.0 29.296 45.083 643.500
1993 ABC 31.2 51.0 29.047 45.735 607.800
1992 ABC 29.8 50.0 27.446 44.406 N/D
1991 ABC 28.4 48.0 26.440 42.727 N/D
1990 ABC 27.9 48.0 25.700 40.375 450.000
1989 ABC 29.8 50.0 26.940 42.619 375.000
1988 ABC 29.4 49.0 26.050 42.227 360.000
1987 ABC 27.5 43.0 24.040 37.190 335.000
1986 ABC 27.3 43.0 23.450 37.757 320.000
1985 ABC 27.7 45.0 23.520 38.855 315.000
1984 ABC 30.3 50.0 25.390 42.051 275.000
1983 ABC 38.0 59.0 31.654 53.235 245.000
1982 ABC 33.6 53.0 27.384 46.245 N/D
1981 ABC 31.0 58.0 24.120 39.919 N/D
1980 ABC 33.7 55.0 25.713 48.978 N/D
1979 ABC 34.6 63.0 25.770 46.301 N/D
1978 ABC 36.3 68.0 26.460 48.501 N/D
1977 ABC 31.1 63.0 22.140 39.719 N/D
1976 ABC 35.5 64.0 24.710 46.751 N/D
1975 NBC 35.0 62.0 23.980 48.127 N/D
1974 NBC 36.7 68.0 24.300 44.712 N/D
1973 NBC 37.8 68.0 24.490 N/D N/D
1972 NBC 38.7 70.0 24.030 N/D N/D
1971 NBC 38.2 70.0 22.960 N/D N/D
1970 ABC 43.4 78.0 25.390 N/D N/D
1969 ABC 31.8 56.0 18.130 N/D N/D
1968 ABC 34.4 67.3 19.260 N/D N/D
1967 ABC 41.2 74.9 22.620 N/D N/D
1966 ABC N/D N/D N/D N/D N/D
1965 ABC 37,4 69,3 19,670 N/D N/D
1964 ABC 37,0 71,3 18,980 N/D N/D
1963 ABC 37,2 71,0 18,526 N/D N/D
1962 ABC 37,1 75,4 18,179 N/D N/D
1961 ABC N/D N/D N/D N/D N/D
1960 NBC 45,8 82,4 20,430 N/D N/D
1959 NBC 46,7 82,0 20,284 N/D N/D
1958 NBC 46,3 78,2 19,210 N/D N/D
1957 NBC 37,3 69,2 14,187 N/D N/D
1956 NBC 48,0 70,0 16,251 N/D N/D
1955 NBC 45,0 57,0 18,785 N/D N/D
1954 NBC 55,0 82,0 14,953 N/D N/D
1953 NBC 49,7 82,0 10,912 N/D N/D

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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