Assunto da semana: Uma festa para babacas assistirem


As piadas de mau gosto que se depreendem do 88º Oscar

Robert Deutsch/USA Today/28.02.2016

De asneira em asneira dita pelo comediante Chris Rock, 51, na abertura da 88ª edição do Oscar, depreende-se que a premiação realizada no domingo (28) em nada acrescentou à sua dinâmica batida de trabalho. Empobrecido pelo boicote comandado nos estertores pela atriz Jada Pinkett-Smith, 44, em retaliação à não indicação de seu esposo Will, o evento máximo de entretenimento desta mid-season se pautou mais pelo trololó de diversidade (coisa inerente a supermercados, padarias e afins) do que pelo espetáculo em si. Asneira.

Fotos Getty Images/28.02.2016 e Reprodução/Rede Record/01.03.2016

É muito sórdido e imbecil imaginar que as lágrimas vertidas na apresentação da cantora Lady Gaga, 29, para a música indicada do documentário denúncia The Hunting Ground tenham provocado uma inundação massiva na cidade olímpica do Rio de Janeiro e arredores. A cheia carioca ocorreu dois dias depois do Oscar, seu panaca! Mentira! Gaga ao verter a enchente de lágrimas no Teatro Dolby estava apenas fazendo um ensaio para uma encenação teatral. Coisa que com American Horror Story: Hotel parece ter aprendido.

Captura de tela/ABC/28.02.2016

À parte do deslizamento lacrimal da mãe monstro do artpop, as encenações didáticas dos atores e atrizes chamados a apresentar as categorias técnicas do 88º Oscar beiraram ao radicalismo de se colocá-los numa exposição de peças e exemplares dos sindicatos respectivos. A passagem de Cate Blanchett, 46, pela área de figurino remeteu em muito ao Prêmio Spotlight (nada a ver com o filme!) que recebera do Costume Designers Guild na terça-feira (23), sem nenhum destaque nos órgãos de imprensa. Pareceu coisa de TV educativa.

Captura de tela/ABC/28.02.2016

Falando nos órgãos de imprensa e Spotlight, coube ao ator Morgan Freeman, 78, fazer seu “momento Steve Harvey ao contrário”. Na mão oposta do erro de interpretação que manchou a credibilidade do concurso Miss Universo 2015, Freeman virou o envelope para a frente das câmeras e anunciou a premiação máxima da noite ao filme de Tom McCarthy, 49, que retratou a brava luta de repórteres do The Boston Globe para denunciar as safadezas da Igreja Católica no Estado do Massachusetts. Calou Leonardo DiCaprio e o urso. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (6/3)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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