EXCLUSIVO: Desde 1977, número de telespectadores do Grammy caiu mais de 13% nos Estados Unidos


Em contrapartida, preço do comercial de 30 segundos do “Oscar da música” sofreu aumente de 483,94% em comparação a 1986

Da redação TV em Análise

Kevin Winter/WireImage/15.02.2016


Ao lado do comediante inglês James Corden, o apresentador LL Cool J conseguiu dar ao ibope do 58º Grammy uma piada de mau gosto

Por maiores que sejam as reclamações do presidente da Academia de Gravação, Neil Portnow, em relação ao custo dos serviços de streaming tipo Amazon, Apple, Netflix, Yahoo! e Google, dentre outros, para a comunidade musical dos Estados Unidos (incluindo-se educadores, advogados de gravadoras e artistas e agenciadores artísticos), o executivo que preside a entidade que promove o Grammy, premiação musical mais importante do país, parece escamotear problemas mais graves no que diz respeito à audiência televisiva do evento. De acordo com dados apurados pelo TV em Análise Críticas, o número de telespectadores do Grammy caiu 13,57% em comparação a 1977, primeiro ano em que houve coleta do número de telespectadores do evento por parte da empresa Nielsen Media Research, referente à série histórica iniciada em 1974. Na contramão, o preço do co0mercial de 30 segundos teve aumento de 483.94% em comparação aos dados relativos à 27ª edição da premiação, realizada em 26 de fevereiro de 1986, no Shrine Auditorium, em Los Angeles – de US$ 205 mil disparou para US$ 1,2 milhão na 58ª edição, realizada na noite da segunda-feira (15), no Staples Center, na mesma cidade. De acordo com a revista especializada Billboard, os dados de preços de comerciais de 30 segundos do Grammy anteriores a 1986 estão perdidos ou inexistentes.
Ainda de acordo com o levantamento do Críticas, inédito e exclusivo na imprensa brasileira e mundial, a média de domicílios que assiste à festa de entrega do Grammy em território americano caiu 48,86% entre 1974 e 2016, já contabilizando os números da premiação realizada na segunda-feira. Já o share domiciliar caiu 51,92$ no período, por mais que a CBS, emissora que transmite o Grammy com contrato vigente até 2021, e a NARAS (sigla em inglês para a Academia de Gravação) insistam em maquiar essa realidade escabrosa, com dados de redes sociais que, para este cômputo, não tem valia nenhuma. O número de domicílios ligados no Grammy caiu 17,99% (de 20 milhões, em 1974, despencou para 16,4 milhões, em 2010). Desde 2011, a Nielsen não divulga os dados relativos à quantidade de domicílios ligados na premiação. Abaixo, os números detalhados:

FORA DO TOM
Em 42 anos, evasão de público do Grammy na TV americana é equivalente ao esvaziamento de 216 ginásios lotados da mesma capacidade do Staples Center
Ano Rede Média Share Dom (milh.) Espec (milh.) Com 30″ (em US$)
2016 CBS 16.1 25 N/D 24.95 1.200.000
2015 CBS 16.7 23 N/D 28.4 1.000.000
2014 CBS 16.5(*) 24(*) N/D 28.4 850.000
2013 CBS 16.2(*) 24(*) N/D 28.4 900.000
2012 CBS 25.2 38 N/D 39.9 750.000
2011 CBS 14.8 22 N/D 26.6 621.000
2010 CBS 14.3 23 16.450 25.869 425.727
2009 CBS 11.2 18 12.797 19.048 495.200
2008 CBS 10.3 16 11.566 17.182 572.700
2007 CBS 12.1 19 13.521 20.058 557.300
2006 CBS 10.9 17 12.056 17.005 675.900
2005 CBS 11.6 18 12.705 18.802 703,900
2004 CBS 15.7 24 17.008 26.293 654.600
2003 CBS 14.7 23 15.658 24.829 610.300
2002 CBS 11.9 19 12.524 18.968 573.900
2001 CBS 16.7 26 17.098 26.651 574.000
2000 CBS 17.3 27 17.457 27.798 505.500
1999 CBS 16.6 26 16.472 24.880 472.000
1998 CBS 17.0 27 16.622 25.043 315.600
1997 CBS 13.4 22 12.970 19.211 346.300
1996 CBS 14.6 23 13.994 21.503 304.800
1995 CBS 11.8 19 11.257 17.279 399.100
1994 CBS 16.1 24 15.166 23.696 407.700
1993 CBS 19.9 31 18.527 29.874 401.500
1992 CBS 16.2 27 14.920 23.102 352.900
1991 CBS 18.8 31 17.500 28.893 319.200
1990 CBS 18.9 31 17.410 28.831 330.600
1989 CBS 16.0 26 14.460 23.570 318.300
1988 CBS 21.1 33 18.690 32.764 299.900
1987 CBS 18.3 27 15.990 27.919 264.200
1986 CBS 20.3 32 17.440 30.398 205.500
1985 CBS 23.8 35 20.210 37.126 N/D
1984 CBS 30.8 45 25.810 51.672 N/D
1983 CBS 21.6 33 17.990 29.863 N/D
1982 CBS 18.1 29 14.750 24.028 N/D
1981 CBS 21.2 34 16.490 28.577 N/D
1980 CBS 23.9 39 18.240 32.394 N/D
1979 CBS 21.9 34 16.320 31.318 N/D
1978 CBS 26.6 44 19.390 N/D N/D
1977 CBS 21.3 38 15.170 28.869 N/D
1976 CBS 23.8 47 16.560 N/D N/D
1975 CBS 16.4 30 11.230 N/D N/D
1974 CBS 30.3 52 20.060 N/D N/D
(*)Durante o escopo do horário nobre
ABREVIAÇÕES E SIGLAS USADAS: Dom (milh.)=Domicílios (em milhões), Espec (milh.)=Telespectadores (em milhões), Com 30″ (em US$)=Comercial de 30 segundos (em US$), N/D=Não Disponível
NOTA: Os resultados de 2006 e 2009 são Ao Vivo+Gravação para o Mesmo Dia, os demais são para audiência ao vivo. Fontes: Nielsen Media Company e Billboard
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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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