Os vencedores do 58º Grammy, em detalhes e estatísticas


Rapper Kendrick Lamar e banda de rock alternativo Alabama Shakes levam maior número de estatuetas, mas Taylor Swift e Bruno Mars vencem categorias mais nobres

Da redação TV em Análise

Getty Images


Lágrimas de Meghan Trainor inundaram Rio, São Paulo e os túmulos de Cristiano Araújo, José Messias e Inezita Barroso, escanteados do VT do In Memoriam para o marido da Céline Dion e o cara do Earth, Wind & Fire

As duas cerimônias do 58º Grammy, realizadas entre o começo da tarde e o início da noite desta segunda-feira (15), no Microsoft Theatre e no Staples Center, em Los Angeles, serviram para coroar a excelência artística da banda de rock alternativo Alabama Shakes, que levou cinco estatuetas, inclusive a de produtor não-clássico do ano, atribuída a Jeff Bhasker. No entanto, as estatuetas mais importantes da festa principal caíram nas mãos de Taylor Swift, 26, que além de Álbum do Ano ficou com a estatueta de melhor álbum vocal pop por 1989, e Bruno Mars, 30, que levou a última estatueta da noite, Gravação do Ano por Uptown Funk, em coloaboração com o DJ inglês Mark Ronson, 40.
Entre os músicos brasileiros que concorreram ao “Oscar da indústria musical”, duas notícias: a boa, é que Eliane Elias, 55, venceu na categoria de melhor álbum de jazz latino, por Made in Brazil. A má, foi a derrota do ex-ministro Gilberto Gil, 73, para a beninense Angelique Kidjo, 55. O baiano concorria com o álbum Gilbertos Samba (Ao Vivo). O álbum com o qual Angelique venceu o Gramnmy se chama Sings. Skrillex, 28, e Diplo, 37, venceram as duas categorias reservadas à música eletrônica.
O ponto forte para a consagração do Alabama Shakes, formado em 2009 num dos redutos mais racistas dos Estados Unidos, a cidade de Athens, veio nas categorias de rock e música alternativa. Somente nesses pontos, a banda levou três estatuetas – melhor performance de rock, melhor canção de rock (Don’t Wanna Fight – vídeo abaixo) e melhor álbum de música alternativa (Sound & Color, também agraciado na categoria de melhor engenharia de álbum não clássico). Nas categorias dedicadas ao R&B, outro gênero de predominância afro-americana, The Weeknd, 25, (melhor performance de R&B, por Earned It, e melhor álbum urbano contemporâneo, por Beauty Behind the Madness) e D’Angelo, 42, (melhor canção de R&B, por Really Love, e melhor álbum de R&B, por Black Messiah) terminaram empatados com duas estatuetas cada. Numa varredura só, Kendrick Lamar, 28, tomou de assalto todas as quatro categorias dedicadas ao rap. Em adição a estas, a colaboração no vídeo musical de Bad Blood, cujo crédito primário pertence a Taylor Swift. Se contada essa vitória, Lamar empata com o Alabama Shakes em 5 x 5.

Nas áreas de música country, a partir de agora consideradas vitais para o quadro de indicados ao 51º ACM Awards, Chris Stapleton, 37, (melhor performance solo country e melhor álbum country, por Traveller) e a banda Little Big Town (melhor performance de dupla ou grupo country e melhor canção country pela controversa Girl Crush, criticada por alguns devido à sua temática lésbica) saíram empatadas com duas estatuetas cada. Nas áreas de música latina, uma situação curiosa: Pitbull, 35, e a cantora mexicana Natalia Lafourcade, 31, empataram na categoria de melhor álbum de rock urbano ou alternativo latino, respectivamente por Dale e Hasta la Raíz. Jason Isbell, 37, foi o pricipal vencedor nas áreas de raízes americanas, levando duas estatuetas – melhor canção de raízes americanas, por 24 Frames, e melhor álbum de americana, por Something More Than Free. Numa inovação feita pelos produtores da premiação, a categoria de melhor álbum de teatro musical teve seu vencedor conhecido durante a transmissão do 58º Grammy. Depois da apresentação do elenco do musical Hamilton, em um teatro da Broadway, em Nova York, a própria peça saiu vencedora nessa área. De volta às categorias gerais, a cantora Meghan Trainor, 22, foi às lágrimas ao aceitar a vitória atrasada na categoria de artista revelação – embora tenha feito sucesso no início do segundo semestre de 2014 com All About That Bass, que lhe rendera indicação no ano passado, seu álbum de estreia, Title, só foi lançado no dia 9 de janeiro de 2015, fora da janela de elegibilidade do 57º Grammy, no qual concorrera apenas com o single, ficando fora à ocasião da disputa de artista revelação. Composta no total de 83 categorias, a lista detalhada de vencedores é esta:

CATEGORIAS GERAIS

Gravação do Ano
Uptown Funk – Mark Ronson com Bruno Mars

Álbum do Ano
1989 – Taylor Swift

Canção do Ano
Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Artista revelação
Meghan Trainor

CATEGORIAS DE MÚSICA POP

Melhor performance solo pop
Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Melhor performance de dupla ou grupo pop
Uptown Funk – Mark Ronson com Bruno Mars

Melhor álbum de pop tradicional vocal
The Silver Lining: The Songs Of Jerome Kern – Tony Bennett & Bill Charlap

Melhor álbum de pop vocal
1989 – Taylor Swift

CATEGORIAS DE DANCE MUSIC/MÚSICA ELETRÔNICA

Melhor gravação de dance music
Where Are Ü Now – Skrillex e Diplo com Justin Bieber

Melhor álbum de dance music/música eletrônica
Skrillex And Diplo Present Jack Ü – Skrillex e Diplo

CATEGORIAS DE MÚSICA INSTRUMENTAL CONTEMPORÂNEA

Melhor álbum de música instrumental contemporânea
Sylva – Snarky Puppy & Metropole Orkest

CATEGORIAS DE ROCK

Melhor performance de rock
Don’t Wanna Fight – Alabama Shakes

Melhor performance de heavy metal
Cirice – Ghost

Melhor canção de rock
Don’t Wanna Fight – Alabama Shakes

Melhor álbum de rock
Drones – Muse

CATEGORIAS DE MÚSICA ALTERNATIVA

Melhor álbum de música alternativa
Sound & Color – Alabama Shakes

CATEGORIAS DE R&B

Melhor performance de R&B
Earned It – The Weeknd

Melhor performance de R&B tradicional
Little Ghetto Boy – Lalah Hathaway

Melhor canção de R&B
Really Love – D’Angelo e The Vanguard

Melhor álbum urbano contemporâneo
Beauty Behind the Madness – The Weeknd

Melhor álbum de R&B
Black Messiah – D’Angelo e The Vanguard

CATEGORIAS DE RAP

Melhor performance de rap
Alright – Kendrick Lamar

Melhor colaboração cantada de rap
These Walls – Kendrick Lamar com Bilal, Anna Wise e Thundercat

Melhor canção de rap
Alright – Kendrick Lamar

Melhor álbum de rap
To Pimp a Buterfly – Kendrick Lamar

CATEGORIAS DE MÚSICA COUNTRY

Melhor performance solo country
Traveller – Chris Stapleton

Melhor performance de dupla ou grupo country
Girl Crush – Little Big Town

Melhor canção country
Girl Crush – Little Big Town

Melhor álbum country
Traveller – Chris Stapleton

CATEGOPRIAS DE NEW AGE

Melhor álbum de new age
Grace – Paul Avgerinos

CATEGORIAS DE JAZZ

Melhor solo improvisado de jazz
Cherokee – Christian McBride

Melhor álbum vocal de jazz
For One to Love – Cécile McLorin Salvant

Melhor álbum instrumental de jazz
Past Present – John Scofield

Melhor álbum de grande conjunto de jazz
The Thompson Fields – Maria Schneider Orchestra

Melhor álbum de jazz latino
Made in Brazil – Eliane Elias

CATEGORIAS DE MÚSICA GOSPEL/CRISTÃ CONTEMPORÂNEA

Melhor performance ou canção gospel
Wanna Be Happy? – Kirk Franklin

Melhor performance ou canção cristã contemporânea
Holy Spirit – Francesca Battistelli

Melhor álbum gospel
Covered: Alive In Asia (Ao Vivo) – Israel & NewBreed

Melhor álbum de música cristã contemporânea
This is Not a Test – Tobymac

Melhor álbum de raízes gospel
Still Rockin’ My Soul – The Fairfield Four

CATEGORIAS DE MÚSICA LATINA

Melhor álbum pop latino
A Quien Quiera Escuchar (Deluxe Edition) – Ricky Martin

Melhor álbum de rock urbano ou alternativo latino
Hasta la Raíz – Natalia Lafourcade
Dale – Pitbull

Melhor álbum regional mexicano (incluindo tejano)
Realidades (Deluxe Edition) – Los Tigres del Norte

Melhor álbum tropical latino
Son de Panamá – Rubén Blades com Roberto Delgado w Orquestra

CATEGORIAS DE RAÍZES AMERICANAS

Melhor performance de raízes americanas
See That My Grave is Kept Clean – Mavis Staples

Melhor canção de raízes americanas
24 Frames – Jason Isbell

Melhor álbum de americana
Something More Than Free – Jason Isbell

Melhor álbum de bluegrass
The Muscle Shoals Recordings – The Steeldrivers

Melhor álbum de blues
Born to Play Guitar – Buddy Guy

Melhor álbum de folk
Béla Fleck and Abigail Washburn – Béla Fleck & Abigail Washburn

Melhor álbum de raízes regionais
Go Go Juice – Jon Cleary

CATEGORIAS DE REGGAE

Melhor álbum de reggae
Strictly Roots – Morgan Heritage

CATEGORIAS DE WORLD MUSIC

Melhor álbum de world music
Sings – Angelique Kidjo

CATEGORIAS DE MÚSICA INFANTIL

Melhor álbum infantil
Home – Tim Kubart

CATEGORIAS DE PALAVRA FALADA

Melhor álbum de palavra falada (inclui poesia, livros de áudio e narrativa)
A Full Life: Reflections at Ninety – Jimmy Carter

CATEGORIAS DE COMÉDIA

Melhor álbum de comédia
Live at Madison Square Garden – Louis C.K.

CATEGORIAS DE TEATRO MUSICAL

Melhor álbum de teatro musical
Hamilton – Elenco Original da Broadway

CATEGORIAS DE MÚSICA PARA MÍDIA VISUAL

Melhor compilação de trilha sonora para mídia visual
Glen Campbell: I’ll Be Me – Vários

Melhor trilha original para mídia visual
Antonio Sanchez – Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor canção escrita para mídia visual
Glory – Common e John Legend (Selma)

CATEGORIAS DE COMPOSIÇÃO

Melhor composição instrumental
The Afro Latin Jazz Suite – Arturo O’Farrill & The Afro Latin Jazz Orchestra com Rudresh Mahanthappa

CATEGORIAS DE ARRANJO

Melhor arranjo instrumental ou a capella
Dance of the Sugar Plum Fairy – Pentatonix

Melhor arranjo instrumental e vocal
Sue (Or in a Season of Crime) – David Bowie (póstumo)

CATEGORIAS DE EMPACOTAMENTO

Melhor pacote de gravação
Still the King: Celebrating the Music of Bob Wills and his Texas Playboys – Asleep At The Wheel – direção de arte: Sarah Dodds, Shauna Dodds e Dick Reeves

Melhor box ou pacote de edição limitada especial
The Rise & Fall Of Paramount Records, Volume Two (1928-32) – Vários – direção de arte: Susan Archie, Dean Blackwood e Jack White

CATEGORIAS DE ANOTAÇÕES MUSICAIS

Melhores notas de álbum
Love Has Many Faces: A Quartet, A Ballet, Waiting to be Danced – Joni Mitchell (também anotadora)

CATEGORIAS DE HISTÓRIA MUSICAL

Melhor álbum histórico
The Basement Tapes Complete: The Bootleg Series Vol. 11 – Bob Dylan And The Band

CATEGORIAS DE ENGENHARIA DE ÁLBUM

Melhor engenharia de álbum não clássico
Sound & Color – Alabama Shakes

Melhor engenharia de álbum clássico
Ask Your Mama – George Manahan e San Francisco Ballet Orchestra

CATEGORIAS DE PRODUÇÃO

Produtor não clássico do ano
Jeff Bhasker

Produtor clássico do ano
Judith Sherman

CATEGORIAS DE REMIXAGEM

Melhor gravação não clássica remixada
Uptown Funk (Dave Audé Remix) – Mark Ronson com Bruno Mars – remixador: Dave Audé

CATEGORIAS DE SURROUND SOUND

Melhor álbum surround sound
Amused to Death – Roger Waters

CATEGORIAS DE MÚSICA CLÁSSICA

Melhor performance orquestral
Shostakovich: Under Stalin’s Shadow – Symphony No. 10 – Boston Symphony Orchestra – regente: Andris Nelsons

Melhor gravação de ópera
Ravel: L’Enfant Et Les Sortilèges; Shéhérazade – Saito Kinen Orchestra, Coral SKF Matsumoto e Coral Infantil SKF Matsumoto

Melhor performance de coral
Rachmaninoff: All-Night Vigil – regente: Charles Bruffy

Melhor performance de pequeno conjunto de música de câmara
Filament – Eighth Blackbird

Melhor solo instrumental clássico
Dutilleux: Violin Concerto, L’Arbre Des Songes – Augustin Hadelich

Melhor solo vocal clássico
Joyce & Tony – Live From Wigmore Hall – Joyce DiDonato e Antonio Pappano

Melhor compêndio clássico
Paulus: Three Places Of Enlightenment; Veil Of Tears & Grand Concerto

Melhor composição clássica contemporânea
Paulus: Prayers & Remembrances – Stephen Paulus

CATEGORIAS DE VÍDEO OU FILME MUSICAL

Melhor vídeo musical
Bad Blood – Taylor Swift com Kendrick Lamar – direção: Joseph Kahn

Melhor filme musical
Amy – Amy Winehouse – direção: Asif Kapadia

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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