Três Estados estão sem coordenação para o concurso Miss Brasil 2016


Mato Grosso do Sul, Tocantins e Sergipe tiveram coordenadores descredenciados ou que pediram afastamento junto à extinta Enter

Da redação TV em Análise
(Autalizado em 12/2/2016 às 12h09)

Lucas Ismael/Band/Divulgação/13.11.2015


Nova coordenação brasileira do Miss Universo espera assinar contratos com novos coordenadores desses Estados até maio

2016 começa com um problema a ser resolvido pelo consórcio formado para administrar os interesses do concurso Miss Universo no Brasil em substituição à Enter, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes que fechou as portas no mês passado. Polishop e Ford Models terão a dura tarefa de credenciar coordenadores para os Estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Sergipe, que tiveram coordenadores descredenciados por práticas de corrupção e infrações contratuais ou que pediram afastamento após denúncias similares feitas pela imprensa para a programação dos concursos estaduais do Miss Brasil 2015.
De acordo com representantes da Organização Miss Brasil Universo, entidade ainda em fase de formação, os contratos para designação dos novos licenciados para esses Estados deverão ser firmados até o final de maio, quando acaba a janela de aceitação de novos coordenadores para trabalhar na escolha de candidatas estaduais para o Miss Brasil 2016, que credencia a representante brasileira para o concurso de Miss Universo.

Perspectivas da nova entidade

Diretores da Band se mostraram otimistas com a nova formatação de administração do concurso Miss Brasil, que a partir de agora passa a ser gerido por uma empresa especialmente formada para os interesses da etapa brasileira do Miss Universo, incluindo a promoção de etapas municipais, estaduais e do concurso nacional em si, além de representar a concessão do Miss Universo para o país. A Organização Miss Brasil Universo irá substituir a Enter nessas tarefas.
As mudanças na estrutura do Miss Brasil deverão ser apresentadas aos 24 coordenadores estaduais que trabalharam no Miss Brasil 2015 em evento que a Band deverá promover entre março e abril, em São Paulo, ao lado de representantes da Polishop, da Ford Models, da Miss Universe Organization e da WME/IMG. Na ocasião, deverá ser assinado um novo contrato de cinco anos entre Band, IMG Models, Polishop e Ford Models Brasil, válido até 2021, com extensão por mais cinco anos.
Os valores do novo acordo para os concursos de misses válidos pelo Miss Universo no Brasil, por enquanto, estão mantidos sob sigilo. No entanto, especula-se entre alguns coordenadores estaduais que Band, IMG, Polishop e Ford Models venham a repartir entre si cerca de R$ 125 milhões pelo acordo (R$ 25 milhões por cada ano do novo contrato). O acordo assinado em dezembro de 2010 com a antiga gestão da MUO possibilitou ao país obter cinco classificações consecutivas no Miss Universo entre 2011 e 2015, incluindo um terceiro lugar, dois quintos lugares e duas classificações entre as 15 semifinalistas. Quanto aos resultados práticos da nova pareceria, ninguém sabe.

Entenda o caso

O desmonte nas coordenações estaduais do Miss Brasil válido pelo Miss Universo começou em janeiro de 2014, quando os empresários Júlio Franco e Cagliari Castro abandonaram sem maiores explicações a coordenação do concurso Miss Tocantins, assumida por ambos no ano anterior com a promessa de ser um dos maiores eventos de beleza da região Norte. Com isso, a extinta filial local da Band também abandonou o projeto. Em caráter emergencial, a Enter convocou Cloves Nunes, coordenador do Miss Distrito Federal, para assumir o certame tocantinense e indicar uma candidata em caráter emergencial.
Em abril de 2015, uma suspeita de fraude anulou o resultado do concurso de Miss Sergipe válido pelo Miss Brasil/Miss Universo. Isabelle Mitidieri chegou a ser eleita, mas acabou substituída por Camila Dias Mol após constatação de erro na computação dos resultados. O então coordenador local, Deivide Barbosa, foi acusado de fraudar o resultado do concurso em benefício próprio e acabou descredenciado do quadro de coordenadores estaduais do Miss Brasil. Segundo órgãos de imprensa, havia a suspeita da participação de menores de idade, o que fere também o regulamento do concurso de Miss Universo. Com a expulsão do coordenador sergipano, a Enter evitou tomar sanções por parte da Miss Universe Organization. Se a Band/Enter tivesse sido punida pelo caso do concurso de Sergipe, o Brasil poderia ter corrido o risco de não participar do Miss Universo 2015.
No final de maio, acuada por acusações de corrupção e favorecimento pessoal, a empresária Melissa Tamaciro abandonou o posto de coordenadora do concurso Miss Mato Grosso do Sul. Em caráter emergencial, a Enter decidiu fazer seletiva em Campo Grande para escolher a representante do Estado no Miss Brasil 2015. O mesmo procedimento foi feito em Sergipe, após as denúncias de fraude no concurso local, amplamente repercutidas pela imprensa. As candidatas de ambos os Estados não se classificaram no Miss Brasil 2015.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Três Estados estão sem coordenação para o concurso Miss Brasil 2016

  1. Boa noite eu estive lendo a matéria, sobre o Miss Tocantins Universo onde citaram que os empresários Júlio Franco e Cagliari Castro abandonaram sem maiores explicações a coordenação do concurso Miss Tocantins, assumida por ambos!
    Esta informação não procede, porque os coordenadores do evento eram Júlio Franco e agora falecido, Paulo Assumpção. Estes eram os coordenadores, e Cagliari Castro foi contratado por eles para fazer o evento, e após o evento preparar a candidata que ganhasse, para seguir ao Miss Brasil Universo.

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