Assunto da semana: Os carnavais de Chris Martin, Beyoncé, Bruno Mars e Mark Ronson em Santa Clara


O show zen pop de intervalo do Coldplay no Super Bowl 50

Matt Cowan/Getty Images/AFP/07.02.2016

A julgar pela plateia seleta que circundou o palco improvisado do Levi’s Stadium novinho em folha, o show de intervalo do jubileu de ouro do Super Bowl realizado e jogado no domingo (7), em Santa Clara (região metropolitana de San Francisco), a apresentação do Coldplay poderia parecer prosaica e chata. Mas, para o produtor Ricky Kirshner (nada a ver com os ex-presidentes da Argentina Nestor – in memoriam – e Cristina da Ley de Los Medios) e o diretor de transmissão Hamish Hamilton a coisa não poderia ser pensada desse jeito.

Timothy A. Clary/AFP/07.02.2016

Para não recorrer ao monopólio das baladas românticas escritas por Chris Martin, 38, Kirshner, Hamilton e a NFL (National Football League) decidiram lançar mão de convidados adicionais para imprimir o ritmo adequado impresso nos shows de intervalo do Super Bowl desde 2011, quando se saiu da chatice dos vovôs do rock inglês do The Who (que cantaram todas as músicas da franquia CSI) para a dinâmica de trabalho do Black Eyed Peas. À ocasião, se contou com convidados, no caso Justin Bieber e Usher pendurados por parapentes.

MediaPunch/REX Shutterstock/07.02.2016

Responsável pelo maior pico de telespectadores – 115,5 milhões entre 20h28 e 20h41 (pelo horário da costa leste americana), o show de intervalo do Coldplay contou em seu início com uma orquestra jovem conduzida pelo venezuelano Gustavo Dudamel, 35, exilado político das sandices do chavismo continuadas por Nicolas Maduro, 53, que tocou Viva La Vida, após um coral jovem cantar Yellow. Em termos de palco, Martin (o Chris e não o Ricky) se saiu bem antes, durante e após as performances individuais de Bruno Mars, 30, e Beyoncé, 34.

Getty Images/07.02.2016

A performance floral em Adventures of a Lifetime, quarta música do programa do Coldplay para o intervalo do Super Bowl 50 até que serviu como prévia para o que vai se ver nas cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas do Rio, nos dias 5 e 21 de agosto. A alusão aos Panteras Negras dos jogos do México em 1968 na performance de Beyoncé para Formation até que soou como provocação em pleno ambiente de primárias presidenciais. Mas em nada afetou o grau de excelência artística do maior show da América. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (14/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Canta USA, Coluna da Semana, Cult, Esportes, Eventos e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s