Assunto da semana: As cidades, os plantões médicos e o mundo estreito de Wolf, Haas, Brandt e Olmstead


O candelabro e a forma e conteúdo de Chicago Med

Elizabeth Sisson/NBC/Divulgação/01.12.2015

Em meio ao aperto do cronograma de fechamento deste caderno, é possível tentar depreender alguma coisa do imbróglio contido na multiplicação de histórias de Chicago Med (Universal Channel, 2ª, 22h, 14 anos) – não confundir com distribuição de ingressos para o filme da novela Os Dez Mandamentos enviesada por órgãos de imprensa. Seu terceiro episódio, Failback, já leva direto ao conjunto de falhas de enredo que a trama apresenta: é incongruente, carnavalesca e confusa, mais que enredo da Beija Flor de Nilópolis.

Elizabeth Sisson/NBC/Divulgação/01.12.2015

Só para este episódio de Med, foram colocadas três histórias: a de um militar supostamente diagnosticado com diabetes sem ter apresentado algum sintoma – chama o Procon! , a de uma musicista que sofre de vertigem e precisa de uma cirurgia arriscada e a que abre o plot – a de um decorador atingido acidentalmente por um candelabro e que é submetido a uma cirurgia mais complexa. Tal qual a falta de ideias do roteirista Simran Badwan e dos produtores Dick Wolf, Matt Olmstead, Michael Brandt e Derek Haas.

Elizabeth Sisson/NBC/Divulgação/01.12.2015

Com a mesma turma dos outros dois ChicagosFire e PD, Med carece de atores principais que prestem. É uma trama meramente de autor e para autor assistir. Inclusive novelistas da estirpe do falastrão Aguinaldo Silva e da discreta Glória Perez e suas olheiras marcantes. Não é coisa para efeito de mensuração de massas – por ter estreado nos Estados Unidos no dia 17 de novembro, pela NBC, a trama caiu fora do 42º People’s Choice Awards recente. O episódio desta pauta foi ao ar lá no dia 1º de dezembro (terça-feira).

Elizabeth Sisson/NBC/Divulgação/01.12.2015

Às portas de seu triplo crossover de duas semanas passar no Brasil, a percepção que se tem de Chicago Med não é de cópia de Grey’s Anatomy, mas de ter imagem e semelhança a ER: Plantão Médico, até por uma questão de coerência. Ambas as tramas se passam e passaram em ChicagoGrey’s se passa em Seattle e vem de outra mente. Acho esse um julgamento forçado para se represar a comparação histórica em termos de cidade. Chicago é uma coisa, Seattle é outra em todos os sentidos, aspectos e culturas. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (31/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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