Assunto da semana: Discursos para uma claque histérica


As emoções de Ellen e Diesel no 42º Peoples Choice Awards importam

WireImage/Getty Images/06.01.2016

Julguem o que julgar, mas os discursos de aceitação de Vin Diesel e Ellen DeGeneres, nas suas respectivas categorias do 42º People’s Choice Awards, realizado na noite da quarta-feira (6), pareceram tocar a claque de artistas de primeira fila e da audiência geral que estavam presentes no teatro Microsoft, em Los Angeles. Foram os únicos momentos de silêncio ante uma histeria desmedida em favor de um certo Shawn Mendes, o cantor e não o carneiro da animação, que deixou o também canadense The Weeknd com um troféu só.

Chris Pizzello/Associated Press/06.01.2016

Num ponto, Vin Diesel (que nada tem a ver com o inventor do óleo diesel a não ser o sobrenome) parecia tentar fazer uma turnê de esforço emocional para não falar do finado Paul Walker até chegar a certo ponto de que tinha de falar. E falou. O astro de Velozes e Furiosos 7 deixou na lona gente que venceu os Óscares de melhor ator e melhor atriz de anos recentes como Julianne Moore, Eddie Redmayne e Matthew McConaughey em termos de métrica de discurso. Foram mais de quatro minutos de ologias e coisas que todo mundo já sabe.

Captura de tela/CBS/06.01.2016

Mais à frente, após um longo VT exaltando suas obras de caridade e assistência social, Ellen DeGeneres (a qual deveria ser considerada hors-concours pela academia dos Daytime Emmys – para que eles servem?) foi na tecla óbvia de defender minorias das quais Eduardo Cunha, o Coronel do Rio que comanda a Câmara dos Deputados, é contra: gays, lésbicas (como ela e a esposa, a também atriz Portia De Rossi), simpatizantes e afins. Falou que um certo alguém – não eu, nem Lulu Santos – a chamou de “Madre Teresa da tevê diurna”. Sei.

Kevin Winter/Getty Images/06.01.2016

Na forma e no conteúdo, o 42º People’s Choice Awards se mostrou mais do mesmo, na batuta do produtor executivo Mark Burnett (que estava na suíte sabendo da vitória de The Voice, sem aparecer na televisão). A condução de Jane Lynch remeteu imediatamente ao ano em que conduziu o Primetime Emmy (2011, quando ainda integrava o elenco de Glee). Um começo musical que mais cheirava ao Oscar da tevê de horário nobre do que a grande festa da escolha popular americana. Calada, Pryianka Chopra é uma poetisa. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (10/1)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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