Estrutura limitada da Ford Models deve manter quadro de coordenadores estaduais do Miss Brasil para 2016


Agência de modelos já começou a assumir as operações da etapa brasileira do concurso Miss Universo que pertenciam à Band

Da redação TV em Análise
(Atualizado em 5/1/2016 às 18h33)

Lucas Ismael/Band/Divulgação/12.11.2015


Candidatas do Miss Brasil 2015 seguem contratos com a Polishop

A direção da Ford Models Brasil começou a adotar as primeiras providências para assumir o controle definitivo do concurso Miss Brasil, de suas 27 etapas estaduais e da concessão do concurso Miss Universo para o país. De acordo com fontes de mercado, a empresa administrada por Denise Céspedes, 50, passará a controlar todo o processo de produção dos concursos dos Estados e do Distrito Federal, que serão reduzidos a castings. A ideia encontra forte oposição no Comitê Nacional de Coordenadores de Concursos de Beleza (CNCCB), entidade sediada em Manaus que vinha atuando na promoção do Miss Brasil ao lado da Enter, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes de Comunicação, até 2014.
Segundo uma fonte do CNCCB, a Ford deve mexer com a estrutura existente de organização dos concursos estaduais, considerada arcaica e patriarcal, na visão da filial brasileira da agência americana de modelos, rival direta da IMG, braço da WME/IMG, grupo controlador, desde setembro do ano passado, da Miss Universe Organization. Contratos de transmissão dessas etapas devem sofrer uma séria revisão e, em alguns casos, poderão ser rescindidos. Esta última hipótese é a que mais preocupa coordenadores estaduais ligados à Band, como os dos concursos do Rio Grande do Sul (Carlos Totti), São Paulo (Vivian Negocia), Minas Gerais (Marcelle Melasso) e Bahia (Gabriella Rocha). No entanto, de acordo com seu site oficial, a Ford Models não possui escritório na Bahia, o que deve atrapalhar um pouco a realização do concurso local do Miss Brasil 2016 nos novos moldes propostos. A empresa possui sede em São Paulo, filiais no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte e uma agência licenciada em Florianópolis. A ausência de escritórios da Ford Models nas regiões Norte e Nordeste vai acabar, no fundo, facilitando a vida da atual estrutura de coordenadores estaduais – a qual Céspedes, ex-modelo de passarela internacional, tenta combater.
Uma fonte muito íntima do meio miss informou ao TV em Análise Críticas que a Ford Models, para não comprometer suas atividades como empresa agenciadora de modelos e talentos, deverá criar uma empresa à parte, apenas para cuidar da estrutura do “novo” concurso de Miss Brasil. Segundo essa fonte, caberia a essa empresa, criada aos moldes do Concurso Nacional de Belleza colombiano, da MUO e da Organización Miss Venezuela, negociar contratos de patrocínio, direitos de transmissão, acordos de licenciamento e de direitos de imagem das vencedoras dos concursos regionais e do próprio Miss Brasil. Por ora, as 27 participantes do Miss Brasil 2015 seguem contratos assinados com a Ford e com a empresa de comércio eletrônico Polishop, os quais não serão renovados para o Miss Brasil 2016, que já atenderá à nova estrutura.
Com essa estrutura consolidada, as 27 coordenações estaduais do Miss Brasil passariam a responder à empresa Miss Brasil, não à Ford Models, a qual caberá apenas o papel de supervisionar e contratar a vencedora do concurso nacional e de cada uma das etapas regionais. Esse é o ponto que deve interromper as férias de boa parte dos 27 coordenadores estaduais, inclusive os ligados à Band, estes já com o risco de perderem seus empregos na reestruturação que a emissora vai promover na Enter após a venda de seus ativos. Procurados pelo Críticas, representantes do CNCCB informaram que só irão se posicionar sobre o assunto depois de dia 15 de fevereiro.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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