Canção que Seal cantou para Pia Wurtzbach no Miss Universo 2015 completa 25 anos em 2016


Crazy é a síntese da loucura e do sadismo dos filipinos por concursos de misses

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Miss Universe Organizatiom/Divulgação/20.12.2015


Na voz de Seal, a crônica da obsessão de um arquipélago asiático…

Lançada na Inglaterra no dia 26 de novembro de 1990 e nos Estados Unidos no dia 22 de maio de 1991, Crazy, canção de estreia do londrino Olusegun Olumide Adeola Samuel, 52, ou simplesmente Seal, Crazy se tornou sucesso comercial instantâneo na medida que começava a consolidar a carreira de um dos mais competentes intérpretes que a cena pop construiu na década de 1990, para fechar as chaves do século 20. Filho de mãe nigeriana e pai brasileiro, Seal começou a carreira na década de 1980 cantando em bares da capital inglesa. Depois de integrar a banda de funk Push, chamou a atenção do produtor Adamski, 48, para o qual gravou vocais do single Killer, em 1990 (vídeo abaixo):

O êxito da parceria com Adamski em Killer (também regravada posteriormente por George Michael, 52) pavimentou o caminho para que Seal iniciasse sua carreira de cantor solo. Assinou com a gravadora ZTT para o lançamento de seu primeiro álbum, produzido por Trevor Horn, 66, em maio de 1991 na Inglatera e 11 de junho do mesmo ano nos Estados Unidos. Crazy foi o primeiro single trabalhado para esse álbum e, por tabela, puxou a carreira de Seal. A relação de Crazy com o mundo dos concursos de beleza é ambígua e quase nula. Mas, quando os produtores do concurso Miss Universo 2015 decidiram colocá-la no setlist do certame realizado no domingo, 20 de dezembro, em Las Vegas, independente de qual fosse o resultado empregado a partir do anúncio das 15 semifinalistas e dos cortes subsequentes, como a última canção do programa de canções para as três finalistas, Crazy caiu como uma luva aos ouvidos de Pia Wurtzbach, 25, ante uma torcida fanática que empunhava bandeiras das Filipinas com o maior entusiasmo do mundo, como se conquistassem uma medalha olímpica.

Miss Universe Organizatiom/Divulgação/20.12.2015


…comprovada através de bandeiras empunhadas com entusiasmo

Co escrita por Seal e Guy Sigsworth, Crazy (vídeo abaixo dirigido por Big TV!) apenas atestou o sadismo histórico e histérico que os filipinos possuem por concursos de beleza. Sadismo esse cujas origens remontam à primeira vitória no Miss Universo, obtida em Miami Beach no dia 19 de julho de 1969 por Gloria Diaz. E, mais tarde, no dia 21 de julho de 1973, em Atenas, no Odeon de Herodes Ático, com Margarita Maria Morán. De lá, se passaram 42 anos, quatro meses e 29 dias e duas sedes do concurso (1974 e 1994) na capital, Manila, para que uma filipina conquistasse o título de Miss Universo. Sua etapa nacional, o Binibining Pilipinas, transmitido desde 2011 pela cadeia ABS-CBN (espécie de Globo local), tem índices de audiência bem superiores ao do Miss Brasil nos anos em que está na gestão da Rede Bandeirantes. Não sou eu quem está dizendo isso: é a empresa Kantar Media, dona do Ibope.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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4 respostas para Canção que Seal cantou para Pia Wurtzbach no Miss Universo 2015 completa 25 anos em 2016

  1. Nossa! Sadismo é um termo forte e quem não seguir o link para a matéria anterior, na qual está escrito “sadismo no bom sentido” vai interpretar mal o termo. Um entusiamo radical até poderia ser… mas sadismo… nunca vi imagens de torcedores filipinos de chicotinho na mão, rasgando fotos de outras candidatas, ou colocando fogo em bonecos representando a vencedora do Miss Universo e o o Mestre de Cerimônias. Já, os colombianos, infelizmente, fizeram isso, queimando bonecos representando Pia Wurtzbach e Steve Harvey.

    • João Lima disse:

      A matéria fica como está.

      A redação do Críticas

    • João Lima disse:

      Só para acrescentar uma coisa, Morgana: não são os filipinos que fazem a procissão tradicional do Cristo flagelado sob chicotadas dadas pelos próprios fiéis na Sexta-feira da Paixão? Pois foi esse tipo de sadismo que eu procurei associar com a loucura desse povo por concursos de beleza. É isso.

      João Eduardo Lima
      Editor e criador dos blogs TV em Análise

  2. Pingback: Um mês após o Miss Universo 2015, Steve Harvey conversa com colombiana coroada erradamente e filipina que acabou eleita de fato, encerrando jejum de 42 anos | TV em Análise Críticas

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