Após Marthina Brandt e a Polishop, como vão ficar os concursos estaduais do Miss Brasil 2016?


Que tal passar esses certames à IMG Models Brasil e à Rede Globo?

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Lucas Isnael/Band/Anna Carolina Lementy/Divulgação/13.11.2015


Céspedes e Appolinário: rival de Bündchen e vendedor de grill e secador

Acabou o período do Miss Universo 2015 e com ele surgem as inevitáveis incertezas que começarão a atormentar e infernizar a cabeça dos 27 coordenadores estaduais a partir da virada de ano, na sexta-feira (1º). Com a conclusão da participação da gaúcha Marthina Brandt, 23, no concurso internacional realizado no domingo (20), em Las Vegas, esta a partir do dia 3 de janeiro (segunda-feira) passará a atuar mais como garota propaganda do que miss visitando obras de caridades. O compromisso contratual com a Polishop a obrigará a gravar cabeças de vendas de produtos ao lado das outras nove semifinalistas do Miss Brasil 2015, como parte da premiação concedida no concurso nacional, realizado na quarta-feira, 18 de novembro, no Citibank Hall, em São Paulo.
A exploração comercial das semifinalistas do Miss Brasil é visto como algo inédito e, ao mesmo tempo, absurdo para o bom senso dos seres humanos de bem. Mas, para os olhos do Deus Mercado Tom Brady, da sanha mercadológica do João Appolinário, empresário de televendas que se assenhorou da marca Miss Brasil numa transação que, de princípio, poderá deixar a Band sem os concursos de misses de 2016, a exploração da imagem da miss como garota-propaganda de vídeo é um negócio rentável. Tal qual o book rosa denunciado pelas mentiras públicas das verdades secretas não de uma novela das 11 da Rede Globo. Mas do telejornal golpista do senhor William Waack, protegido da CIA, agência central de inteligência do governo norte-americano, que sucedeu cada capítulo da novela de modelos e übermodels pefelistas, arenistas, udenistas e revoltadas on line de calcinha e sutiã escrita por Walcyr Carrasco para assacar matérias entreguistas e difamatórias ao Brasil no ano que antecedeu às Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Com a conclusão do Miss Universo 2015, ficará a inevitável pergunta: afinal, de quem é a propriedade da franquia brasileira do concurso internacional? Da Band, que tratou os eventos de 2015 com o pior desdém de que já se teve conhecimento? Ou da Polishop, que entende mais de vender eletroeletrônicos, grill do George Foreman e produtos de beleza em seu canal de TV de serviços por assinatura e parabólicas e nos espaços alugados em alguns canais pagos e na própria Band? Se, para a WME/IMG a primeira resposta prevalecer, esquece: a Band está em um processo aceleradíssimo de venda de ativos não importantes, o que fatalmente poderá incluir a empresa de eventos Enter, possivelmente na alça de mira de grupos estrangeiros, inclusive o que comprou, por US$ 28 milhões, a Miss Universe Organization no dia 14 de setembro, após um turbilhão de pressões de coordenações latino americanas (Brasil calado) contra seu ex gestor, Donald Trump, devido ao fato de este ter chamado imigrantes ilegais mexicanos de “corruptos”, “estupradores”, “traficantes de drogas” e “criminosos”, numa clara demonstração de misturar negócios pessoais com discurso de campanha eleitoral para a Presidência dos Estados Unidos.
De acordo com matéria do jornalista Ricardo Feltrin, publicada no sábado (26), pelo portal UOL, pertencente ao Grupo Folha, a Band (dona da Enter e – por ora – da concessão do Miss Universo para o Brasil) está em dificuldade por causa de suas dívidas contraídas em dólar americano, moeda usada no pagamento dos royalties à MUO. De acordo com Feltrin, a Band pode se desfazer de mais ativos o que, fatalmente, incluiria a Enter e as 27 concessões estaduais do Miss Brasil. Esse cenário, desde já, acende um ambiente de medo e terror no Comitê Nacional de Coordenadores de Concursos de Beleza (CNCCB), órgão independente sediado em Manaus que congrega as coordenações estaduais, por ora licenciadas da Enter. Mas que, na primeira quinzena de 2016, podem acabar virando empregadas e empreguettes-bunheads da Rede Globo de Televisão e sua malha de 118 afiliadas, as quais defendem os interesses da IMG Models Worldwide, empresa irmã da MUO, a qual gerenciou a carreira da senhora Deus Mercado Tom Brady, chamada de Gisele Bündchen. A mesmíssima IMG Models que mantém sob contrato a partir de agora a filipina Pia Wurtzbach, eleita Miss Universo 2015 no concurso do último dia 20.
Tal cenário acima exposto pode vir a colocar na mesma lama de rejeitos tóxicos rompidos da barragem Fundão da mineradora Samarco que quase “matou” o rio Doce (comprometendo o abastecimento de cidades ribeirinhas importantíssimas como Governador Valadares e Linhares e a pesca oceânica na vila de Regência) e destruiu a vila de Bento Rodrigues (Mariana, MG) a parceria que a Polishop firmou de afogadilho com a Ford Models, agência concorrente da IMG cuja sucursal brasileira é presidida por Denise Céspedes, a loira da foto ao lado do CEO/COO/tenha a nomenclatura que tiver da Polishop. Como até o Reino Mineral de Michael C. Hall e o Melhor do Carnaval e a “tabela periódica” do diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Valadares, Luciano Magalhães, estão mais carecas de saber que o Sérgio Marone na época que teve que raspar o cabelo para a temporada 1 da novela Os Dez Mandamentos, IMG e Ford não se dão bem na competição dos castings e representações de modelos. Tal rivalidade vista a olho nu para quem cobre os bastidores do mundo das supermodelos ou é leigo nesse troço pode acabar se virando a favor da empresa de Emanuel/Whitesell em desfavor da turma de Céspedes e Appolinário. Seja para qual emissora pender, a tendência de mercado é o Miss Brasil 2016 e seus concursos regionais (municipais e estaduais) migrarem para a filial brasileira da IMG Models. A qual revelou (e ainda representa os interesses de) Bündchen. E para a Globo e seus Diários, Emissoras, Animais e Analfabetos Políticos a Ela Associados.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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