Assunto da semana: Não humilhem o negão…


Muito além de Steve Harvey no concurso Miss Universo 2015

John Locher/Associated Press/20.12.2015

É uma grosseria tratar o 64º concurso de Miss Universo, realizado no domingo (20), em um resort de Las Vegas, o Planet Hollywood, apenas pela falta de comunicação dos seus produtores com o apresentador Steve Harvey no modo de anunciar a vencedora – Colômbia em segundo lugar e Filipinas em primeiro. É de uma irracionalidade culpar apenas Harvey, 58, pela pauta central do concurso e tirar do foco a essência do espetáculo de classe especial de três horas de duração, transmitido para 170 países na conta da geradora FOX.

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação/20.12.2015

Televisionado no Brasil ao vivo apenas pelo canal pago TNT – o que constava da listagem da entidade organizadora, o concurso Miss Universo 2015 não gerou pauta na imprensa por causa da coreografia no show de Charlie Puth ao piano na prova de trajes de banho, a única na qual a brasileira Marthina Brandt conseguiu competir na noite final. Também não interessou aos órgãos de imprensa a cantoria vibrante da The Band Perry no segmento de trajes de gala, já com o Brasil fora. Preferiram a zombaria com Harvey.

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação/20.12.2015

É bem verdade que a empresa WME/IMG falhou um pouco na estreia solo como produtora e ao mesmo tempo proprietária do concurso que já teve o boquirroto republicano Donald Trump como seu proprietário. Em termos de show televisivo, estava tudo certo, tudo OK, até Seal cantar Crazy para a filipina Pia Wurtzbach, apenas atestando o sadismo desse país do Sudeste Asiático (no bom sentido) por concursos de beleza. Y compris vale para a Colômbia de Ariadna Gutiérrez, Miss Universo 2015 por um minuto e meio. Corta!

Miss Universe Organization/Divulgação/20.12.2015

É compreensível que os tristes eventos verborrágicos protagonizados por Trump quando do lançamento de sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos, no dia 16 de junho, em Chicago, fizeram um enorme mal a México, Costa Rica e Panamá, prejudicando e muito suas aspirações ao título mais importante da beleza internacional. Mas deve se depreender disso uma coisa importante: nenhum dono de concurso de beleza deve misturar negócios com palanque. Afugenta doadores e patrocinadores. Até o Miss Universo 2016!

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (27/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Concursos de beleza, Especiais, Eventos, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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