Assunto da semana: Sem consenso nas premiações de mid-season de atores e correspondentes estrangeiros


Atmosfera dividida após as indicações dos SAG Awards e Golden Globes

Gildo Loyola/Agência Estado/Estadão Conteúdo/02.01.1969

Nelson Rodrigues (1912-1980) escreveu certa vez que “toda unanimidade é burra”. Passada a leva de indicados ao 22º SAG Awards e ao 73º Golden Globe Awards nas categorias de televisão, na quarta-feira (9) e na quinta-feira (10), ficou a ligeira impressão de que o período pós-Primetime Emmy e correspondente à fall-season 2015, ao menos para o sindicato dos atores, não trouxe nada de novo. Sindicato esse que já deu um presidente republicano, Ronald Reagan (1911-2004), dos faroestes e do famigerado projeto Guerra nas Estrelas.

Fotos Netflix/Divulgação/24.03.2015 e HBO/Divulgação/11.04.2015

E guerra de estrelas de fato teve nos compêndios de indicações do SAG Awards e do Golden Globes. A saraivada de nomes empacotou nas respectivas disputas nomes que iam do anão Peter Dinklage de Game of Thrones ao baiano Wagner Moura, que deu todo seu esforço para a caracterização como o mega traficante e imperador paralelo da Colômbia Pablo Escobar, em Narcos, resposta americana do Netflix a Escobar, El Patrón del Mal, cá exibida no +Globosat. No entanto, o “efeito Emmy” de Thrones morreu nos Globes.

Peter Kramer/USA Network/30.10.2014

De ponto comum mesmo a essas duas premiações, contando as novas séries veiculadas a partir da summer-season, teve apenas a indicação de um certo Rami Malek, com sobrenome de deputado federal paulista, no papel do hacker de Mr. Robot, cujo ponto chave não é Malek, o ator. Mas um velho pé-frio das redes abertas americanas chamado Christian Slater. Desde que a ABC passou a faca em Mind Games em abril último, nem ela, tampouco suas concorrentes diretas o chamaram para mais nada. A TV paga foi a salvação.

Eddy Chen/The CW/Divulgação/12.10.2015

Das novidades que as mesmas redes abertas ofereceram na atual fall-season, a única a dar as caras entre as indicadas de todo o mini ciclo de indicações desta semana foi a atriz teatral Rachel Bloom, que estava em um piloto da Showtime chamado Crazy Ex-Girfriend. O projeto não foi aceito, mas pelo fato de a emissora pertencer à CBS Corporation, acabou aceito pela The CW para tampar buracos de pilotos rejeitados. Entre as quatro grandes redes, nada para a Supergirl Melissa Benoist nem para Jaimie Alexander. Vão só assistir. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (13/12)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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