Assunto da semana: Jake McDorman Trouxe o Trombone


Dramédia besteirol de Limitless destrói a Loucademia de Polícia

CBS/Divulgação/17.11.2015

Para quem só começou a pegar a jornada de Limitless (Space, 5ª, 20h50, 14 anos) a partir de seu nono episódio, intitulado Headquaters!, nota se que a adaptação do filme homônimo de 2011 não passa do mais puro besteirol policialesco ao pior estilo Loucademia de Polícia, na pior acepção da palavra. Chamar isso de série policial, por si só já é um engodo, a julgar pela cota excessiva de piadas empregadas para seu personagem principal, um José Ninguém chamado Brian Finch (Jake McDorman, da fracassada Manhattan Love Story).

CBS/Divulgação/17.11.2015

É, no mínimo, risível a falta de argumento dada pelos roteiristas Frances Brennand Roper (estreante) e Craig Sweeny (responsável pela adaptação televisiva, feita a partir do livro The Dark Fields) para a baboseira em que se converteu. É cômico se não é trágico colocar uma busca pelos 10 criminosos mais procurados pelo FBI, a Polícia Federal americana sem Lava Jato nem Petrobrás no meio, como ponto de partida de uma comédia vazia e pobre em ação, mas ao mesmo tempo fértil em piadas capazes de deixarem no chão os caras do Pânico.

Fotos CBS/Divulgação

Diante de tamanha baboseira, fica a ligeira impressão de que as atuações de Mary Elizabeth Mastrantonio (Law & Order: Criminal Intent), como a agente especial Nasreen Pouran, e Jennifer Carpenter (Dexter), como a agente do FBI Rebecca Harris, parecem caricatas, dignas aparecerem em paródia policial escrita por Hugh Wilson e Neil Israel há 31 anos. O mesmo vale para o papel de McDorman, que parece mais assimilar elementos da comédia romântica do que se adaptar a um pretenso drama policial de horário nobre.

CBS/Divulgação/17.11.2015

Falar em invenção de uma droga capaz de decifrar os códigos da mente humana, como propõe a premissa de seu enredo padrão Joãozinho Trinta, parece ser coisa fácil ao menos para quem adaptou Dark Fields para o cinema. Na televisão, a despeito da razoável audiência americana que registra – 7,52 milhões de telespectadores para o episódio sujeito desta pauta, lá transmitido primeiro em 17 de novembro – Limitless se mostra uma pobreza de espírito. Não chega nem ao patamar de banheiro de ônibus interestadual. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (6/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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