Assunto da semana: Ariana e Selena não xingaram ninguém


Os erros absurdos e grotescos do 43º American Music Awards

Kevin Winter/Getty Images/22.11.2015

Para qualquer evento sério de premiação, como o Grammy (no caso da indústria da música), uma cena de beijo como a de Meghan Trainor e Charlie Puth soaria inadmissível. Foi o que aconteceu na 43ª festa de entrega do American Music Awards, realizada no domingo (23), no Teatro Microsoft, em Los Angeles. A palhaçada armada com Trainor e Puth não foi a única barbeiragem dessa premiação: as nove trocas de vestuário de sua apresentadora, Jennifer Lopez, soaram gritantes e grosseiras aos olhos e ao bom senso crítico. Não é coisa que se faça.

Fotos Lester Cohen e Kevin Winter/WireImages/22.11.2015

Noves fora os itens citados na abertura do texto, o grande defeito do 43º AMA, retransmitido no Brasil de forma simultânea pelos canais pagos TNT e TBS, foi o abuso que a geradora ABC fez da censura com canções inocentes de cantoras como Selena Gomez e Ariana Grande. Educadas e moças de família, Gomez e Grande não emitiram um único xingamento a autoridades, senadores ou quem quer que fosse nas suas respectivas apresentações. Focus, de Grande, não contém “filho da…” ou “m…” na letra. Mesmo assim, a implicância seguiu.

Kevin Winter/AMA 2015/WireImage/22.11.2015

O trauma da ABC com os 16 cortes que tiveram de ser feitos na deplorável apresentação final de Kanye West no Billboard Music Awards de maio último parece ter acendido na emissora uma paranoia obsessiva em censurar letras ou performances musicais de artistas pop. É um trauma terrível para quem gera a premiação – no caso, os AMA’s – nos Estados Unidos. Em relação a cantores de rap, como no caso de Macklemore, a tesoura foi bondosa. O parceiro da dupla com Ryan Lewis recebeu apenas um corte em Kevin.

Fotos Kevin Winter/Getty Images/AMA 2015/WireImage/22.11.2015 e Reprodução/Rede Record/10.11.2015

Para não me acusarem de não ter vivido as emoções da claque na canção de amor oportuno a Paris pós-ataques do Estado Islâmico da pena de Edith Piaf na voz da canadense Celine Dion, posso dizer: foi o ponto alto da noite que os produtores conseguiram arrumar. Noves fora as Cataratas do Iguaçu que foram arrumadas para seu compatriota Justin Bieber fazer a apoteose devida, no momento que tenta se acertar artisticamente e no juízo. Qualquer semelhança com a Abertura do Mar Vermelho da novela é mera coincidência. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (29/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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