Assunto da semana: Direto da Índia, o ‘Tinder do inferno’


Perto de Homeland, Quantico não passa de trabalho pré-escolar

Eric Liebovitz/ABC/Divulgação/02.08.2015

Para quem assistiu a um pedaço ainda que inexpressivo do piloto de Quantico (AXN, 2ª, 21h, 14 anos) fica a ligeira percepção de que esta trama parece ter sido elaborada de forma moleque por alguma mente ligada ao Movimento Brasil Livre, de tão óbvia, de tão chicleteira, de tão defasada que é a sua mentalidade. Falar desse troço de 11 de setembro é bastante fácil. Difícil é convencer a ex-estrela de Bollywood e ex-Miss Mundo Priyanka Chopra de que é capaz de atuar numa mistura de alhos e bugalhos a que se meteu seu piloto, chamado Run. Pare.

Guy D’Alema/ABC/Divulgação/15.03.2015/Captura de tela/ABC/27.09.2015

Diante do melhor exemplar da abordagem do terrorismo pós 11/9 em série dramática intitulado Homeland, Quantico não passa de trabalho escolar de aluno de ensino infantil dada a idiotice de seu plot. Começa com uma seleção de gente saindo de diversos pontos dos Estrados Unidos, com direito a véu muçulmano e beijo gay saído de novela global das 21h, em direção à Washington, capital americana. Capital americana umas conversas: esse pessoal vai para a academia do FBI na cidade-título da trama, Quantico, no Estado da Virgínia.

Rede Record/Reprodução/26.10.2015


-Priyanka, aqui pra você, ó!

Óbvia e uluante, a premissa de Quantico a partir de seu piloto frenético, ao invés de prender o telespectador, o espanta para ver a Ana Paula Minerato dizer “eu caso” para o ex-peão Thiago Servo no programa da Xuxa na Rede Record. Pior: na estreia americana, no dia 27 de setembro, registrou-se uma audiência macérrima de 7,1 milhões de telespectadores ante 12,115 que assistiram ao telefilme que cerrou as portas de CSI após 15 temporadas. E o mais grave: ante 19,7 milhões de telespectadores que viam uma partida de temporada da NFL.

Divulgações/ABC e Showtime

Tal qual ocorreu como Blindspot, Quantico recebeu da ABC a proteção de ter uma temporada completa assegurada, a despeito de não convencer nem comover. Querem comparar os pôsteres das estreias de Quantico e da quinta temporada de Homeland, que a Showtime passaria uma semana depois? A provocação de Chopra a Claire Danes estava dada. Mas, em termo de forma e conteúdo, o que Quantico tem a acrescentar no drama de terrorismo? Nada de novo, exceto a paranoia americana existente desde 2001. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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