Após venda à WME/IMG, funcionários da Miss Universe Organization na Trump Tower vivem clima de medo


Residência das misses vai mudar de Nova York para Beverly Hills, onde fica a sede da nova controladora da entidade que promove o Miss Universo

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Darren Decker/Miss Universe Organization/Divulgação/26.01.2015


A Miss Universo 2014 Paulina Vega está entre as que foram despejadas

O clima já é de terror entre os funcionários da Trump Pageants, que correm o risco de irem para o olho da rua depois da aquisição da empresa por parte da WME/IMG, no dia 14 de setembro, junto com os outros ativos da Miss Universe Organization. No final do expediente da quinta-feira (15), o clima na Trump Tower, em Nova York, já era de velório para alguns empregados que assistiram, impassíveis, à chegada de um caminhão de mudanças retirando os pertences da Miss Universo 2014, Paulina Vega, da Miss USA 2015, Olivia Jordan, e da Miss Teen USA 2015, Katherine Halk. As três foram despejadas do apartamento que ocupavam, que pertence à Trump Organization. Segundo relatos, a sede mundial da MUO também vai sair de Nova York.
De acordo com funcionários da WME/IMG, a ordem do empresário Ari Emanuel é tirar todo o efetivo funcional que puder ser aproveitado da MUO em Nova York e transferi-lo para Beverly Hills (região metropolitana de Los Angeles), onde opera a sede mundial da empresa. A princípio, a executiva Paula Shugart informou via Facebook que continuaria como presidenta da entidade que promove os concursos de Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA. No entanto, sua situação profissional já começou a ser discutida com os acionistas da WME/IMG, que já sinalizaram para sua manutenção no cargo, levando em conta a sua larga experiência na produção de eventos televisivos. Outros executivos de escalões inferiores, no entanto, não deverão ter a mesma sorte. Dos 19 executivos que a MUO tinha na gestão Trump, estima-se que menos da metade deva ser reaproveitado pela WME/IMG. A perspectiva é de que as situações profissionais de todos os diretores da MUO sejam resolvidas até o fim de outubro.
Imediatamente após a venda da Miss Universe Organization para a WME/IMG, a Trump Organization fez um vasto inventário do que poderia e do que não poderia ser reaproveitado. A venda da Trump Pageants foi decidida e a empresa passará a se chamar WME/IMG Pageants. Estima-se que pelo menos 30% dos funcionários da antiga base nova-iorquina da MUO não sejam reaproveitados pela WME/IMG. Um plano de demissão voluntária já está sendo estudado pela Trump Organization para o caso dos funcionários da MUO que não puderem ser remanejados para outras unidades de negócios, como a Trump Golf, Trump Casino & Resorts e Trump International Realty (que vai operar um hotel na zona oeste do Rio de Janeiro antes das Olimpíadas de Verão de 2016). Parcerias com organizações de caridade começaram a ser revistas e alguns dos oito acordos herdados da administração anterior já foram renovados pelo novo comando da MUO. Três contratos de patrocínio – Chinese Laundry, Yamanay e Image Skincare – já foram renovados. O acordo com a Diamonds International Corporation, válido até 2023, também será mantido. Durante a crise causada pelas declarações do pré-candidato republicano Donald Trump contra os imigrantes ilegais mexicanos, por ele chamados de “criminosos”, “contrabandistas”, “traficantes de drogas” e “estupradores” a MUO perdeu os patrocínios da New York Film Academy e da Farouk Systems.
Para o concurso Miss Universo 2015, previsto para o dia 20 de dezembro, em Las Vegas, a expectativa da MUO é de ter patrocinadores nos seguintes segmentos: produtos de beleza (cabelo), produtos de beleza (bronzeadores), produtos de beleza (cuidados com a pele), joalheria, vestuário (trajes de banho), vestuário (trajes de gala), calçados e entretenimento (segmento que pode ser ocupado por mais de uma empresa). O acordo de transmissão com duas das principais redes abertas americanas em língua inglesa e espanhola, respectivamente, (por ora mantidas em sigilo) está sendo finalizado e, ao contrário do Miss USA 2015, não envolverá um acordo emergencial, como ocorreu com o ReelzChannel.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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