Apesar de troca de controle acionário e boatos, Paula Shugart segue na presidência da Miss Universe Organization


Executiva esteve em vias de perder o cargo para coordenadora da etapa japonesa do concurso Miss Universo, que negou rumores de contratação

Da redação TV em Análise

Toff Tiozon/Divulgação/16.09.2015


Ines Ligron ‘costurou’ a vitória de Riyo Mori no Miss Universo 2007

Em resposta a um internauta postada no Facebook oficial da entidade, a presidenta da Miss Universe Organization, Paula Shugart, informou na tarde desta sexta-feira (9) que continua no cargo apesar de rumores terem apontado na véspera para sua possível substituição pela empresária franco-filipina Ines Ligron, coordenadora da etapa japonesa do concurso Miss Universo. Ao site especializado Missosology, Ligron, que já foi funcionária da WME/IMG, nova proprietária da entidade que organiza os concursos de Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA, negou os boatos.
Segundo pessoas ligadas ao “meio miss” ouvidas pelo Missosolgy, Ligron estaria cotada para assumir a presidência da MUO por ter presidido a divisão asiática da IMG Models. Desde 1998, Ligron dirige o concurso Miss Universo Japão, que elege a representante japonesa para o concurso Miss Universo. Foi na gestão de Ligron que o Japão conseguiu romper, em 2007, um jejum de 48 anos sem títulos. A coroação de Riyo Mori na Cidade do México, derrotando outras 76 candidatas (incluindo a brasileira Natália Guimarães) foi sua grande consagração profissional. Antes disso, Miyako Miyazaki (2003) e Kurara Chibana (2006) conseguiram colocar o Japão no quadro de cinco finalistas do Miss Universo. A última classificação japonesa entre as 15 semifinalistas do certame ocorreu em 2008, com Hiroko Mima. A relação profissional de Ligron com Paula Shugart começou em 2001, quando a então produtora executiva foi promovida à presidência da Miss Universe Organization pelo então proprietário, o empresário e atual pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump.
A eleição de Riyo Mori como Miss Universo 2007 foi resultado da articulação costurada entre Ligron e Shugart, que irritou muitos missólgos latino-americanos, inclusive brasileiros, que apostaram todas suas fichas na eleição de Natália Guimarães e voltaram da Cidade do México para seus países com as mãos abanando. Essa parceria se repetiu em Nha Trang (Vietnã), em 2008, para classificar Hiroko. Mesmo com os resultados das candidatas japonesas tendo se restringido nos últimos anos a duas finalistas de melhor traje típico (Maria Kamiyama, São Paulo, 2011 e Yukimi Matsuo, Moscou, 2013), a parceria profissional de Ligron com a MUO apenas se solidificou.

Miss Universe Organization/Divulgação/03.08.2015


Paula Shugart está na Miss Universe Organization desde 1998

A venda dos ativos da MUO, causada pela crise provocada pelas declarações discriminatórias de Trump contra imigrantes ilegais mexicanos quando do lançamento de sua pré-candidatura, em junho, acelerou os rumores de que Shugart, produtora de televisão contratada por Trump em 1998, viesse a perder o cargo de presidenta da MUO para Ligron, ex-funcionária da IMG Models e franqueada da MUO para o Japão. A dupla relação da empresária franco-filipina com dois mundos distintos da moda e do entretenimento – um deles endeusado (via Gisele Bündchen, Hillary Duff e Tyra Banks) e o outro detestado pelos órgãos de imprensa da mídia velhaca – colocou o Japão no radar tanto da alta moda quanto dos concursos de misses. Porém, sem o mesmo entusiasmo e fervor de venezuelanos, filipinos, porto-riquenhos e colombianos, por exemplo.

Segundo coordenadores, Miss Universo 2015 pode ocorrer em 20 de dezembro

Seis coordenações nacionais – Alemanha, Grã-Bretanha, Jamaica, Japão, Porto Rico e Suécia – admitiram em suas redes sociais, na quinta-feira (8), que a coroação da sucessora da colombiana Paulina Vega poderá ser realizada no dia 20 de dezembro, em Las Vegas, em local ainda a ser definido. Até o final de seu expediente comercial, no começo da noite desta sexta-feira (9), a Miss Universe Organization ainda não tinha tomado uma posição oficial.

Reprodução/Captura de tela/PageantsNews.com


Carta da MUO recebida pela coordenação sueca

Ligron se esquiva de falar sobre geradora americana

Em sua postagem no Facebook publicada na manhã desta sexta-feira (9), Ines Ligron não respondeu à pergunta de um internauta sobre qual emissora americana será encarregada pela MUO da geração internacional do concurso Miss Universo 2015. Com a mudança de controle acionário da entidade que organiza o certame, as chances de a NBC e a Univisión retomarem seus contratos de transmissão em línguas inglesa e espanhola, respectivamente, só aumentaram. As negociações da WME/IMG com as duas emissoras estão em aberto, mas alguns missólogos apontam possibilidade de outras concorrentes como FOX e CBS tentarem disputar esses direitos, vitais para a geração internacional de imagens. Até o concurso de 2014, realizado em Miami já em janeiro de 2015, a distribuição era feita pela empresa Alfred Haber, mas este contrato já está em vias de ser mantido pela WME/IMG. Valores e tempo de duração são mantidos em sigilo.
De acordo com Ligron, as candidatas, que não devem passar de 76, de acordo com o levantamento mais recente da redação do TV em Análise Críticas, devem chegar a Las Vegas a partir do dia 1º de dezembro. Os detalhes da programação oficial ainda não começaram a ser acertados.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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