Negociações com o Anhembi fracassam e Miss Brasil 2015 será mesmo em casa de espetáculos particular de SP


Emissora marcou certame para uma quinta-feira, 19 de novembro, e corre risco de afundar ainda mais na batalha com realities de Globo e Record e humorísticos do SBT

Da redação TV em Análise

Time 4 Fun Entretenimento/Divulgação


Etapa brasileira do Miss Universo volta ao Citibank Hall depois de 11 anos

Fracassaram as negociações da Enter-Entertainment Experience e da Rede Bandeirantes de Televisão com a São Paulo Turismo, empresa da Prefeitura do Município de São Paulo dona do Anhembi Parque, para realização do concurso Miss Brasil 2015 no Palácio das Convenções do Anhembi. Devido ao tom pesado dos ataques do jornalismo da emissora à pessoa do prefeito Fernando Haddad (PT), a Enter, representante dos interesses da Miss Univverse Organization no Brasil, anunciou no começo da noite desta sexta-feira (2) o acerto com o Citibank Hall (ex-Credicard Hall) para a realização do certame. Os valores da transação não foram divulgados, mas especialistas de mercado ouvidos pelo TV em Análise Críticas acreditam que a emissora vá pagar à empresa Time For Fun, que administra o espaço, o preço médio de mercado – cerca de R$ 40 mil por dia, pelo aluguel do espaço nos dias que antecederem a final televisionada, prevista para a quinta-feira, 19 de novembro. Se a Band tivesse optado pelo Anhembi, teria de pagar entre R$ 39 mil (apenas pelo uso do Auditório Celso Furtado) e R$ 125 mil (pelo uso de todo o complexo do Palácio das Convenções). E foi este último valor que fez a Band desistir da realização do Miss Brasil 2015 no Palácio das Convenções do Anhembi.
Todas as 27 candidatas estaduais já foram eleitas e, com a definição da data, as coordenações estaduais aguardam apenas o sinal verde da Band para poderem definir os cronogramas de embarque e retorno das candidatas para seus Estados. Providências para a hospedagem das candidatas, de suas famílias e de seus respectivos coordenadores, cujas despesas não serão pagas pela Band e sim por patrocinadores, já começaram a ser adotadas. Quem vencer, passará a morar em São Paulo durante o ano de reinado – tempo esse já ultrapassado pela atual Miss Brasil, a cearense Melissa Gurgel, que terá cumprido 13 meses e 23 dias de reinado quando coroar sua sucessora.
Caso entre no horário de praxe, às 22h20 (considerando-se a atual grade praticada pela Band), o Miss Brasil 2015 vai começar perdendo audiência ao concorrer de frente com novela (A Regra do Jogo), telejornal (Jornal da Record), realities (A Fazenda e The Voice Brasil) e humorísticos (Programa do Ratinho e A Praça é Nossa) das três principais candidatas a assumir os direitos de transmissão do certame a partir de 2016: Globo, SBT e Record. De acordo com fontes da WME/IMG, nova proprietária da MUO, há uma grande inclinação do presidente da empresa, Ari Emanuel, negociar com uma das três principais redes abertas brasileiras para devolver a visibilidade e os anunciantes que o Miss Brasil perdeu nos anos da Band – está na rede da família Saad desde 2003 e vem acumulando sucessivas perdas de audiência (perdeu 58,57% da média domiciliar entre 2003 e 2014) e faturamento (perdeu os contratos de patrocínio com a Amanco, Bombril e Nivea, que não foram renovados em relação a 2014).

Local escolhido já recebeu Miss Brasil 2004 e Miss Universo 2011

Inaugurado em setembro de 1999 ainda com o nome de Credicard Hall, o Citibank Hall chegou a ser a maior casa de espetáculos da América Latina até a inauguração da Arena Multi-Uso HSBC Arena do Rio de Janeiro, em julho de 2007. Com capacidade para 7 mil espectadores. o local sofreu adaptações para receber a 60ª edição do concurso de Miss Universo, realizada em 12 de setembro de 2011. Antes, em 15 de abril de 2004, abrigou a 50ª edição do Miss Brasil. Os dois eventos foram promovidos pela Band.
Para efeito de comparação, a Arena Olímpica do Rio tem capacidade entre 15.430 e 18.900 espectadores, podendo ser adaptada de acordo com o tipo de evento. Caso o Miss Brasil 2015 ocorresse na capital fluminense, essa capacidade ficaria em torno de 12 a 14 mil espectadores, em função das montagens de estruturas de palco e iluminação – despesas essas que a Band não quis assumir na tratativa fracassada que fez com o governo estadual. Com a escolha do Citibank Hall paulista, a Enter terá apenas de atender as exigências da Miss Universe Organization no que diz respeito a capacidade de público, que deverá ser reduzida para 4.500 espectadores. Fiscais da MUO estarão na capital paulista acompanhando os trabalhos de produção e preparação do Miss Brasil 2015, para atestar se a Band/Enter ainda está cumprindo com todos os pré-requisitos de produção indispensáveis a uma potencial sede do Miss Universo 2015. Outras duas capitais que já receberam o Miss Brasil durante a gestão da Enter, Fortaleza (2012 e 2014) e Belo Horizonte (2013), também demonstraram interesse em receber o evento, mas desistiram por recomendação dos respectivos governos estaduais, ambos administrados pelo PT.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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4 respostas para Negociações com o Anhembi fracassam e Miss Brasil 2015 será mesmo em casa de espetáculos particular de SP

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