‘Fator Datena’ foi decisivo para Band encerrar negócio com Anhembi Parque para sede do Miss Brasil 2015


Insultos do jornalista ao prefeito Fernando Haddad, além de serem diários, se tornaram “esporte nacional” do Brasil Urgente

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotomontagem/SpressoSP


Na foto, Haddad e seu stalker malufista

A fúria diária do apresentador José Luís Datena, 58, petista arrependido que pretende se candidatar à Prefeitura de São Paulo pelo Partido Progressista (PP), do deputado federal, ex-governador, ex-prefeito e ex-presidenciável Paulo Maluf, contra a administração do prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), especificamente no projeto ousado das ciclofaixas (elogiado até por órgãos de imprensa internacionais), ultrapassou os limites da convivência harmoniosa e democrática do Grupo Bandeirantes de Comunicação com a empresa São Paulo Turismo, do governo municipal, proprietária do complexo do Anhembi Parque, que inclui entre outros aparelhos o Sambódromo (sede das etapas brasileiras da Fórmula Indy entre 2010 e 2013), o Palácio das Convenções (cujo principal auditório sediou o concurso Miss São Paulo entre 2012 e 2015) e um centro de exposições (usado na época da Indy como oficina das equipes americanas da categoria de esporte a motor). O rancor do jornalista não se resume a desabafos contra o que há de errado no país. Pelo contrário: é um autêntico espetáculo de sadomasoquismo verbal praticado cinco vezes na semana, com o intento claro de conseguir uma indicação partidária, tal qual está fazendo o ex-proprietário da Miss Universe Organization, Donald Trump, na sua “caravana Holiday” republicana para a presidência dos Estados Unidos regada a rancores contra imigrantes ilegais mexicanos e afrontas ao bom-senso.
O sadismo verbal de Datena contra Haddad e outros integrantes do PT, entre os quais o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, a atual presidenta Dilma Rousseff, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (preso pelos casos do mentirão e da Operação Vaza-Jato) e os ministros Aloízio Mercadante, Jaques Wagner e Aldo Rebelo, não é um caso para a psiquiatria explicar. Trata-se de um crime hediondo de imprensa praticado a esmo, sem nenhuma base técnica ou científica, ancorada apenas em ilações de supostos “especialistas” até na cor das fezes de criança recém-nascida. Nos governos do PT, a Band recebeu R$ 1 bilhão em verbas publicitárias federais entre 2003 e 2014, de acordo com dados apurados pelo repórter Fernando Rodrigues, do portal UOL, que hospeda os sites da Band e do Miss Brasil e recebeu R$ 14,7 milhões em verbas federais só em 2014. Entre 2003 e 2014, oito das doze misses Brasil eleitas para a disputa do título de Miss Universo vieram de Estados governados à ocasião por partidos de oposição aos governos petistas. As exceções são Priscila Machado (2011), Gabriela Markus (2012), Jakelyne Oliverira (2013) e Melissa Gurgel (2014), eleitas durante os governos de aliados como Tarso Genro (PT, Rio Grande do Sul), Silval Barbosa (PMDB, Mato Grosso) e Cid Gomes (PROS, Ceará).
A recente demonstração de propaganda eleitoral que Datena deu em pleno Brasil Urgente para sinalizar com uma pré-candidatura à Prefeitura paulistana não foi uma negativa: foi uma prova clara de que a Band está tentando emplacar, pelo menos, dois pré-candidatos à sucessão do prefeito Haddad. O segundo é o empresário João Dória Jr., apresentador do Show Business e preferido das hostes do PSDB para disputar a vaga, a menos que o partido tente uma composição com outra legenda para encaixar Dória, ex-jurado do Miss Brasil e ex-presidente da empresa responsável pelo Anhembi, na condição de candidato a vice-prefeito. Ao negar que tenha decidido por candidatura, Datena apenas estará abrindo a boca faminta dos leões da Band para tentar destruir a administração Haddad e o PT. Tanto é que mandou, no início da noite desta sexta-feira (2), Haddad e o Anhembi Parque irem para a cortesã russa, bolivariana e bolchevique que os pariu na lista de clientes da Riley Parks do PSOL (que, na modesta opinião do cabeludo grisalho Bombril deputado carioca Chico Alencar, deve ser o melhor desinfetante e detergente – nada relacionado a livros e filmes da série Divergente – para calar a imprensa velhaca).

Lifetime/Divulgação


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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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