Novo dono da Miss Universe Organization é judeu ligado à Globo, Obama e Clinton e patrocinou boicote a Mel Gibson


Ari Emanuel é filho de um ativista de uma organização sionista linha-dura que atuou na Palestina entre as décadas de 1930 e 1940 e impediu venda de roteiro militar ao ator Wesley Snipes durante batalha judicial com agente artística

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Captura de tela/NBC/22.03.2013


Entrevista com Brian Williams ao Rock Center é empecilho para novo dono do Miss Universo acertar transmissão com a NBC

De santo, o empresário americano Ariel Zev Emanuel, o Ari, 54, novo proprietário da Miss Universe Organization desde a segunda-feira, 14 de setembro de 2015, não tem nada. Entre os detalhes de sua biografia constante na Wikipedia anglófona, está o fato de seu pai, o médico israelense Benjamin M. Emanuel, ter sido militante de uma organização sionista de extrema direita durante a ocupação da Palestina entre as décadas de 1930 e 1940. Como integrante do Irgun, o pai de Ari Emanuel chegou a ser colocado na lista de terroristas pelas autoridades britânicas, pela Jewish Agency e pelo Congresso Sionista de 1946. Por outro lado, sua mãe, Marsha Smuelvitz Emanuel, foi ativista de direitos civis e dona de uma casa de rock na região metropolitana de Chicago, cidade natal do executivo.
Diagnosticado com dislexia e hiperatividade durante a infância, Ari Emanuel foi colocado para ler durante horas pela mãe. Formado pela Universidade de Macalester, em Saint Paul (Minnesota), o futuro empresário teve como colega de quarto o diretor de cinema Peter Berg. Antes da fundação da William Morris Endeavor (WME), empresa mater do gigante de entretenimento formado com a compra dos ativos da IMG (inclusive a agência de modelos que revelou Cindy Crawford, Tyra Banks, Gisele Bündchen, Hillary Duff e Lily Aldrige, dentre outras), Emanuel foi sócio da InterTalent e agente sênior da ICM Partners. Na indústria de entretenimento, o novo dono da MUO iniciou sua carreira na Creative Arts Agency (CAA), sócia ao lado das empresas do dirigente esportivo Mark Cuban, do radialista e apresentador Ryan Seacrest e da CBS Corporation no canal pago AXS TV, exibidor nos Estados Unidos da versão inglesa do reality de competição musical The X Factor.
Apesar da ligação de seu pai com a intolerância à causa palestina, Ari Emanuel fez questão de, em julho de 2006, liderar uma corrente para colocar o ator e diretor oscarizado Mel Gibson numa lista negra de artistas que patrocinam o anti semitismo nos Estados Unidos. “Pessoas de nossa comunidade devem se recusar a aceitar papéis ou trabalhar com o senhor Gibson, mesmo que seja às custas de seu sacrifício”, disse. No dia 17 de agosto do mesmo ano, o nome de Emanuel apareceu em um anúncio do jornal Los Angeles Times numa lista de apoiadores de Israel no conflito contra os grupos terroristas Hamas e Hezbollah no conflito de então com o Líbano. Para piorar, Emanuel acolheu arrecadadores de campanhas presidenciais para o Partido Democrata em eleições locais e legislativas e nas duas eleições de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, em 2008 e 2010. Seu apoio à pré-candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton para a eleição de 2016 ainda não foi decidido.
Na Justiça, Ari Emanuel venceu um processo movido pela agente Sandra Epstein que o acusava de operar, ao lado de um amigo, um site de conteúdo pornográfico (não confundir com revistas semanais tipo Veja, IstoÉ ou Época ou jornalões tipo O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo destinados a assacar a honra da presidenta Dilma Rousseff) fora dos domínios da WME. De acordo com Epstein, Emanuel fez comentários racistas e homofóbicos e a preveniu de vender um roteiro de filme militar para o ator Wesley Snipes, atualmente prestes a retomar a carreira no drama policial The Player, da rede NBC, após ter cumprido pena por sonegação de impostos federais. As custas processuais de Epstein contra Emanuel foram estimadas à época em US$ 2,25 milhões.

Na mídia, lua de mel com a Globo e inferno com a NBC

Com os órgãos de imprensa, as relações de Ari Emanuel tem sido bastante mistas. Para negociar os direitos do Miss Universo e do Miss USA com a rede NBC, Emanuel terá de superar um fantasma terrível que vem desde março de 2013, quando o executivo não teria gostado nada de uma entrevista que ele e seus dois irmãos, Rahm e Ezekiel, deram ao jornalista Brian Williams, que quase foi demitido da unidade de notícias da emissora no ano passado, após ilações sobre a atuação americana no combate ao terror no Iraque. A conversa foi ao ar no extinto Rock Center with Brian Williams. Já a Univisión, emissora hispânica que assinara e depois acendeu o estopim para o impeachment de Donald Trump, ainda é território a ser explorado pelo novo dono dos dois certames e também do Miss Teen USA, que não tem contrato televisivo desde 2007.
No Brasil, a WME/IMG possui contrato de direito de uso da marca do festival de música pop rock Lollapallooza com a GEO Eventos, empresa do Grupo Globo em associação com o Grupo RBS, listado na relação de beneficiários do esquema bilionário de sonegação de impostos investigado pela Opeação Zelotes, da Polícia Federal. O Lolla, como o evento é conhecido, irá para sua quarta edição, em março de 2016.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Concursos de beleza, Força da Grana, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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