Durante os 19 anos da administração Trump, desempenho de brasileiras no Miss Universo foi desastroso


Em meio a três trocas de coordenação, país teve apenas oito classificações entre as semifinalistas, incluindo um segundo e terceiro lugares

Da redação TV em Análise

Victor Boyko/Getty Images/09.11.2013


Última classificação entre as cinco finalistas foi em 2013

No período em que Donald Trump comandou a Miss Universe Organization, o aproveitamento das candidatas brasileiras ao título de Miss Universo foi vergonhoso. Entre 1996 e 2014, apenas 42,10% das representantes do país na disputa conseguiram classificação entre as semifinalistas, independentemente do critério adotado nas edições do certame. Apenas oito candidatas chegaram a se classificar entre as 10 (critério usado em 1998), 15 (critério usado em 2003, 2007 e 2014) ou 16 semifinalistas (critério usado em 2011, 2012 e 2013). O mesmo número foi obtido pela Colômbia, país natal da atual detentora do título, Paulina Vega Dieppa, eleita em janeiro, e pela Austrália, incluindo o título de Jennifer Hawkins, conquistado em 2004.
De acordo com o levantamento feito com exclusividade pelo TV em Análise Críticas, entre os 15 países com melhor histórico de classificações em toda a história do concurso, o Brasil ficou abaixo de potências tradicionais como Estados Unidos e Venezuela, que tiveram nesse período 17 classificações entre as semifinalistas cada. No lado americano, vieram dois títulos, em 1997 e 2012. Já no lado venezuelano, a conta foi maior: quatro títulos em 1996, 2008, 2009 e 2013. Durante a “era Trump”, a melhor colocação do Brasil foi um segundo lugar conquistado em 2007 pela mineira Natália Guimarães. Fora isso, veio um terceiro lugar conquistado em 2011, no próprio país, pela gaúcha Priscila Machado, e dois quintos lugares, em 2012, com a também gaúcha Gabriela Markus, e 2013, com a matogrossense Jakelyne Oliveira.
Nos anos em que Trump esteve à frente da MUO, o aproveitamento das candidatas americanas e venezuelanas foi de 89,47%. A Índia, no mesmo período, teve 13 classificações entre as semifinalistas, incluindo o título conquistado em 2000 por Lara Dutta. O aproveitamento dessa força emergente da Ásia durante a era Trump foi de 68,42%. Mesmo com as trocas de coordenação, Porto Rico teve 11 classificações, incluindo dois títulos, e aproveitamento de 57,89%. Em compensação, o Brasil superou os desempenhos de potências como Filipinas e Suécia, que na gestão Trump foram bastante pífios. Entre 1996 e 2014, as Filipinas conseguiram apenas cinco classificações entre as semifinalistas do Miss Universo, o que corresponde a um aproveitamento de 26,31% (mesma quantidade do Canadá, que conquistou o título de 2005 com a russa naturalizada Natalie Glebova). No lado sueco, foram apenas quatro classificações ou 21,05% de aproveitamento (mesma quantidade obtida pelo Japão, apesar do título de Riyo Mori, conquistado em 2007). A Finlândia conseguiu apenas uma classificação ou 5,26% de aproveitamento. Trinidad e Tobago teve seis classificações e aproveitamento de 31,57%. Já a Tailândia teve duas classificações e aproveitamento de 10,52%.
Ainda assim, as brasileiras ficam em desvantagem ante as mexicanas: durante a administração de Donald Trump, o México conseguiu nove classificações entre as semifinalistas (incluindo o título conquistado em 2010), o que equivale a um aproveitamento de 47,36%.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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