Por falta de patrocinadores, Band suspende produção do concurso Miss Brasil 2015


Concurso previsto para 31 de outubro, em São Paulo, corre risco de sair do Anhembi devido a ataques da Band ao prefeito Fernando Haddad

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Helmut Hossman/Miss Rio de Janeiro/Divulgação/31.08.2015


Transmissão do Miss Rio de Janeiro 2015 já está fora dos planos

Fracassaram as tentativas da Rede Bandeirantes negociar a renovação dos contratos de patrocínio com Amanco, Nivea e Bombril para o concurso Miss Brasil 2015. Fontes da área comercial da emissora informaram ao TV em Análise Críticas na manhã desta quinta-feira (10) que as agências que atendem às contas dos três clientes que patrocinaram o concurso Miss Brasil 2014 informaram que não irão exercer direito de preferência para renovação contratual de patrocínio das atividades do certame.
A Enter, empresa da Band encarregada de organizar o concurso, trabalha para os coordenadores estaduais com a data de 31 de outubro para a realização da etapa brasileira do Miss Universo 2015. Com as negativas dadas pela Amanco, Nivea e Bombril para continuarem patrocinando o concurso em relação ao ano passado, quando a disputa foi realizada em Fortaleza, as negociações da Enter com o Anhembi Parque para a realização do certame no Palácio das Convenções podem se tornar mais difíceis e, até mesmo inviáveis, dada a posição política que a Band tem adotado contra o prefeito Fernando Haddad (PT). É a administração municipal quem controla a São Paulo Turismo (SPTuris), dona do complexo do Anhembi, cujo Auditório Celso Furtado (o maior do complexo) também recebeu as edições do Miss Brasil promovidas pelo Grupo Sílvio Santos entre 1981 (para a TV Record), 1982 e 1987 (para o SBT). Na Band, o Anhembi sediou as edições do concurso Miss São Paulo realizadas entre 2012 e 2015.
Devido a esse ambiente político, fontes da Enter não descartam realizar o Miss Brasil 2015 numa casa privada de espetáculos, onde a negociação é mais fácil, dependendo do preço de aluguel que é cobrado. No Theatro Municipal, administrado pela Prefeitura, o valor chega a R$ 25 mil. No Palácio das Convenções, os valores variam de R$ 39 mil (apenas pelo uso do Auditório Celso Furtado) a R$ 125 mil (para uso de todo o complexo). O Citibank Hall (novo nome do antigo Credicard Hall) e o Tom Brasil não informam nos seus sites quanto cobram pelo aluguel para um evento corporativo do porte do Miss Brasil, que já passou por esses locais em 2004 e 2011.
Enquanto o impasse persistir, todo o processo de produção do concurso Miss Brasil 2015 está suspenso até segunda ordem, por determinação da direção da Band. Desde o domingo (6), as redes sociais do concurso não são atualizadas, mas espera-se que essa rotina seja retomada na próxima semana, já com a proximidade do último concurso estadual, a ser realizado no Rio de Janeiro.

Miss RJ está fora dos planos da Band

Por outro lado, a Band já descartou a transmissão (inclusive local) do concurso Miss Rio de Janeiro 2015, previsto para o dia 19, na Cidade do Samba (zona portuária da capital fluminense). Até o fechamento desta matéria, a coordenadora do evento, Susana Cardoso, ainda não havia se pronunciado sobre o assunto. Candidatas de 16 municípios devem disputar o direito de representar o Estado no Miss Brasil 2015.
Oficialmente, as razões para o cancelamento da transmissão da última etapa estadual do Miss Brasil 2015 são desconhecidas, mas dentro da Band acredita-se que a medida teria sido tomada como parte de um programa de contenção de despesas, que vem atingindo suas filiais regionais desde março, com demissões, cancelamento de programas e fechamento de uma emissora do grupo, no Tocantins.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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