Direção comercial da Band aprova plano emergencial para vender Miss Brasil 2015 ao mercado: concurso será mesmo em São Paulo


Evento deverá ter menos patrocinadores em relação a 2014

Da redação TV em Análise

Lucas Ismael/Band/Divulgação/27.09.2014


Verbas de produção do concurso serão cortadas, inclusive em cenários

Durante reunião do departamento comercial realizada em Guarujá (SP) até esta quarta-feira (19), a Rede Bandeirantes decidiu apresentar um plano de emergência para oferecer cotas de patrocínio do concurso Miss Brasil 2015. A emissora vem encontrando dificuldades junto aos patrocinadores do ano passado – Amanco, Bombril e Nivea – para renovação de seus acordos de parceria. Na reunião, foi decidido também que a emissora fará o concurso no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, no dia 31 de outubro. No entanto, esta é uma decisão que ainda precisa passar pelo crivo da Enter, empresa promotora do concurso, e da Miss Universe Organization.
Também está decidido por parte da Band que as negociações para a realização do Miss Brasil 2015 em outro Estado que não São Paulo estão definitivamente encerradas. Fontes da Enter informaram ao TV em Análise Críticas que a realização do concurso no Palácio das Convenções do Anhembi está praticamente acertada, faltando apenas a assinatura de um contrato e o seu consequente anúncio oficial. Para a Band, o Anhembi já lhe é um local familiar: desde 2012 abriga as eleições de Miss São Paulo. A se confirmar, o Anhembi voltará a receber a etapa brasileira do Miss Universo pela primeira vez desde 1987, quando o concurso era promovido pelo SBT.
Para viabilizar o quanto antes a realização do Miss Brasil 2015, a Band vai tentar cortar alguns gastos abusivos que vinham sendo contraídos em edições anteriores, como locações externas e superproduções de trajes típicos e casual. Os dois itens de julgamento serão extintos para atender ao formato do Miss USA, concurso nacional promovido pela MUO nos Estados Unidos. Desde 1994, a etapa americana do Miss Universo não usa mais trajes típicos em sua programação – esse item é exclusivo do Miss Universo. Uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo, a título de incentivo, não está descartada.
Por outro lado, a Band começa a estudar a renovação do acordo de produção do Miss Brasil com a empresa Floresta. Os valores, embora sigilosos, começaram a ser revistos para atender ao contexto econômico de dificuldades que o país está atravessando. E do qual o Miss Brasil-Miss Univerrso não está imune, apesar das negativas da imprensa. O número de patrocinadores, que foi de cinco no ano passado, deverá cair para três, caso as negociações com Amanco, Bombril e Nivea prosperem.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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