Assunto da semana: Vem aí o The C.D.-Factor


Fator Claire Danes pode pesar no 67º Primetime Emmy de atriz em drama

Casey Crafford/Showtime/20th Century Fox/Divulgação/16.11.2014

Só o fato de as concorrentes de Claire Danes, cuja exibição de Homeland no Brasil o FX parou na terceira temporada (apesar de já avançar para a quinta), terem nenhuma estatueta de Primetime Emmy de atriz seja em que especialidade de atuação for já pesa contra Viola Davis, Tatiana Maslany, Robin Wright, Taraji P. Henson e Elisabeth Moss. Destas, Davis e Maslany entraram no “clube das debutantes” de indicação, a despeito de cada uma carregar para si vastos currículos de atuação, os quais merecem os devidos respeitos. Sem apelação.

HBO/Divulgação/15.01.2010

A favor de Danes pesa bastante a experiência de sua sexta indicação e de ter abiscoitado três vitórias, a primeira delas pelo telefilme de boas intenções Temple Grandin (2010). A peça produzida pela HBO abriu-lhe as portas para acatar um convite da Showtime para ser atriz principal de Homeland, ainda em 2010, adaptação de drama israelense que fez Hatufim (ou Prisioneiros de Guerra) ser vendida como peixe nas feiras de televisão destinadas à distribuição internacional. Os Emmys de 2012 facilitaram e muito a comparação.

Chuck Hodes/FOX/Divulgação/21.03.2014

Desculpem-me os que gostam de Empire, mas a primeira indicação de Taraji P. Henson como esposa de executivo de gravadora de hip-hop por uma série regular de drama parece reparar os erros que a Academia de Televisão cometeu ao não lembra-la, em momento algum da existência dos reinos mineral e vegetal, de sua atuação coadjuvante em Person of Interest (2011-2013). Foi o suficiente para que ela aceitasse convite importante do produtor/idealizador/faz tudo Lee Daniels para esta importante trama musical pós-Glee.

Mitchell Haaseth/ABC/Divulgação/30.10.2014

Também devem me desculpar os entusiastas de uma vitória inédita de Viola Davis para refletir a onda sindical de janeiro, em função de sua competentíssima atuação como a professora de Direito Analise Keatimg, em How to Get Away with Murder, nome mais comprido que a rodovia Transamazônica – não acaba nunca. Cantar vitória para Viola seria de uma irresponsabilidade tão infantil que acabaria desabando negativamente na decisão da turma da Academia Nacional a se costurar para o festão de 20 de setembro. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (23/8)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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