Apesar de queda de audiência, presidente da Reelz se diz ‘orgulhoso’ com aquisição emergencial do Miss USA 2015


Para evitar nova fuga de telespectadores, Stanley Hubbard evita falar sobre uma possível transmissão do Miss Universo 2015

Da redação TV em Análise

Variety


Na foto, o presidente do Reelz e negociador do Miss USA 2015 com o filho de 10 anos, também chamado Stanley: socorro de US$ 100 mil à MUO

O presidente do ReelzChannel Stanley “Stan E.” Hubbard disse, durante a participação do canal pago no TCA Summer Press Tour, na noite deste domingo (9), em um hotel de Beverly Hills (região metropolitana de Los Amgeles), ter ficado “extremamente orgulhoso” ao comprar os direitos de transmissão do concurso Miss USA 2015 em função da rede aberta NBC ter cortado suas relações com o co proprietário, o pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Donald Trump, devido a declarações discriminatórias contra imigrantes mexicanos.
Hubbard elogiou a capacidade e a vontade do Reelz “para tomar essas decisões difíceis, mesmo em um ambiente politicamente carregado (a sucessão do presidente Barack Obama) quando elas aparecem”. “Estamos muitos orgulhosos disto”, disse Hubbard, sem falar aos jornalistas dos US$ 100 mil que teriam sido pagos à Miss Universe Organization pelo contrato emergencial, assinado no dia 2 de julho, 10 dias antes da realização da etapa americana do Miss Universo 2015, em Baton Rouge (Luisiana).
O acordo entre a NBC e a Miss Universe Organization tinha sido firmado em junho de 2002, após cobrir uma oferta de renovação feita pela CBS, que vinha transmitindo os eventos da entidade desde 1960, a começar do Miss Universo, concurso que dá nome à entidade presidida pela executiva e produtora de televisão Paula Shugart desde 2001. Em julho de 2007, uma renovação contratual de três anos foi assinada para os concursos Miss Universo e Miss USA foi assinada, somada a outra, assinada em março de 2013. Em março de 2013, a NBC assinou um acordo de US$ 13,5 milhões que terminaria em 2018, mas foi rescindido após os ataques verbais de Trump aos mexicanos, desferidos durante o lançamento de sua pré-candidatura, em Chicago, no dia 20 de junho.
“Quando o programa de televisão Miss USA foi cancelado, foi por razões de correção política”, sustentou Hubbard. “O que vimos foi um concurso para mulheres de todo o país que fez a ambição de suas vidas para estar no show. Vimos uma comunidade em Baton Rouge que se levantou para estender o tapete vermelho para esse evento; uma audiência que estava assistindo isso por 54 anos e nenhuma dessas pessoas ou comunidades teve nada a ver com o que causou isso, mas eles estavam indo para ser a precipitação”.
Questionado sobre a “correção política” do rompimento da parceria NBC-Trump para a transmissão do Miss Universo em língua inglesa para os Estados Unidos (que serve como referência para a geração internacional para 213 países e territórios), Hubbard disse discordar dos comentários de Trump. Ele esclareceu mais tarde a um pequeno grupo de repórteres que se equivocou. “Eu entendo que haviam tantas pessoas ofendidas (entre artistas que boicotaram o concurso) pelo que o senhor Trump disse. Nós próprios repudiamos completamente a partir de qualquer dessas observações. Eu acho que elas eram terríveis, eu acho que elas foram ridículas, mas estávamos muito orgulhosos de estar com as mulheres do concurso Miss USA e a comunidade de Baton Rouge e levá-lo ao ar”.
“Eu posso ter abusado do termo politicamente correto antes ou você entendeu mal. Quando lidamos com o concursos, lidamos com uma equipe de gestão (se referindo à atuação individual de Shugart no certame). Poderíamos olhar para um grupo de competidoras, poderíamos olhar para uma comunidade em Baton Rouge que iam ser consequências para a decisão que foi tomada por uma boa razão”, acrescentou Hubbard. “Nós não fomos negociar com Trump e tentamos tirar Trump do problema. Nós salvamos o concurso”.
As declarações de Hubbard, publicadas pelo site especializado Zap2it, destoaram completamente do ambiente conturbado que o Miss USA 2015 enfrentou na sua audiência. A transmissão do Reelz registrou a pior audiência de todos os tempos para uma edição do concurso, desde que passou a ser realizado de forma independente da programação do Miss Universo e televisionado em 1965. De acordo com a Nielsen Media Company, a 64ª edição do Miss USA foi vista por apenas 925 mil telespectadores e registrou média de 0,2 ponto entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos. Temerosa de um novo fracasso de audiência, a Reelz evita falar em negociações para a transmissão do Miss Universo 2015, cuja data e cidade-sede devem ser decididas apenas em setembro.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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