Assunto da semana: O mal que Kimmy Schmidt e Transparent fazem à TV convencional


As novidades do streaming no 67º Primetime Emmy de comédia

Eric Liebowitz/Netflix/Divulgação

Ao que parece (e a julgar por certas premiações sindicais), os dias de favoritismo hegemônico de Modern Family na categoria de melhor série cômica no Primetime Emmy podem estar contados. A chegada de duas produções de streaming – Transparent (Amazon) e Unbreakble Kimmy Schmidt (Netflix, cedido pela NBC) – parece vir a chacoalhar a disputa desse segmento da 67ª edição do denominado “Oscar do horário nobre americano”. Passada a refrega da fase de submissões, a hora do “vamos ver” chega para esta área de produção.
É bem possível que o senso crítico que laureou Transparent nos Golden Globes de janeiro não se repita agora na etapa de julgamento final que decidirá o vencedor do 67º Primetime Emmy de melhor série cômica. A banca mais conservadora de jurados da Academia Nacional de Televisão (NATAS, na sigla em inglês) costuma decepcionar e desagradar os que esperaram ver Girls levar a estatueta nos dois últimos anos. Pode ser que esta minha análise desagrade aos fãs de Modern Family, mas é o fato. Não se pode ir contra argumentos.
Se atendo apenas aos indicados de 2015, Louie, Parks and Recreation e Silicon Valley aparecem apenas para cumprirem tabela, servirem de figurantes de novela de temática egípcia com atores brasileiros na Rede Record. Nenhuma das três produções (incluindo uma já finada) tem chances de convencer diretamente o júri. Pode haver surpresas, a despeito de o grupo de indicados não apresentar zebra alguma. Não haverá espaço para o azar, exceto de quem acreditar no pio poder da televisão tradicional contra o streaming.

Amazon/Divulgação

Para quem gosta de reclamar de injustiças entre as indicações na área de comédia, um recado: The Big Bang Theory já teve seu ciclo como série, mas deve se salvar apenas nas atuações secundárias. Jim Parsons já é bola fora. Existem outros tantos atores em séries cômicas lutando por seu espaço e Jeffrey Tambor conseguiu o seu. Em relação a Jane the Virgin, adquirida pela irrelevante Lifetime, calma: ainda há outras temporadas para esta sátira de costumes a partir de novela venezuelana conseguir o seu espaço. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (26/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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