Assunto da semana: A barraca vermelha das chamadas ‘séries limitadas’


25 possibilidades para o 67º Primetime Emmy de melhor minissérie

Fotos Marcos Ribolli/Globoesporte.com/31.12.2012 e History Channel/Divulgação


Direto ao ponto, a concorrência na categoria de melhor minissérie do 67º Primetime Emmy poderia ser maior se houvesse mais empenho e interesse dos canais abertos e pagos americanos em investir nesse gênero. Seletiva, a categoria abarca produções que só entraram na cédula de submissão para aparecerem como os anônimos que invadem as ruas de São Paulo a cada Corrida de São Silvestre. Corrida à premiação mais nobre da TV posta à mesa, opções não faltam em termos de excelência artística. Que tal começarmos por Houdini?

Lifetime/Divulgação/02.12.2014

Ainda no campo das produções de época, a tulha de inscritos se não é o grosso dos inscritos, é bastante expressiva. Da bíblica The Red Tent (com a carioca Morena Baccarin que teve aí sua única submissão para este ano) a The Book of Negroes, do canal especializado BET (Televisão de Entretenimento para Negros, em português mais radical que os idiotas da maioridade penal para bebês), a qualidade impressiona associações de críticos dos Estados Unidos. Se a coisa for para os lados de Olive Kitteridge, da HBO, melhor assim.

Michele K. Short/FX/Divulgação/09.10.2014

Obliquamente, o bom gosto de Ryan Murphy para o circo mágico de terror e sangue de American Horror Story: Freak Show não poderia faltar. É coisa indispensável ao sucesso crítico da franquia, cujo ponto forte deste ciclo são as atuações de Kathy Bates, Evan Peters, Michael Chiklis e Jessica Lange, para citar as carnes mais nobres. Nada relacionado a açougues sensacionalistas. Para quem tem Syfy nos seus pacotes, Ascension é uma boa opção, mas é ruim em termos de premissa e texto. Deve parar nas categorias técnicas e fim.

Robert Viglasky/Sundance TV/Divulgação/13.08.2014

No menu de inscrições, não pode se deixar de destacar The Honorable Woman. Talvez possa ser indicada. Talvez, a depender da pensata que as tabulações do grupo de indicações tiverem tomado para serem levadas ao conhecimento público na manhã do próximo dia 16, em Los Angeles, logo cedo. A exemplo de AHS, o fator atuação vale mais do que pesa sua produção. Vide Maggie Gyllenhaal (para quem tem Netflix ou TNT Séries). 24: Live Another Day? Wolf Hall? Entre seis possibilidades é caso a pensar. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (5/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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