EXCLUSIVO: Bogotá pode não ser candidata única a sediar o Miss Universo 2015


Levando em conta histórico, Hong Kong poderia ser opção chinesa

João Eduardo Lima
Editor e criador dos Blogs TV em Análise

Reprodução/The Telegraph/20.12.2012


Vista da baía de Victoria, que as misses já apreciaram em 1976

Espécie de eldorado do capitalismo em pleno regime comunista de Pequim, a ilha de Hong Kong, administrada pela coroa britânica até 1997, pode ser considerada a opção óbvia da China para postular candidatura a sediar a 64ª edição do concurso Miss Universo. Desde janeiro, Paulina Vega, colombiana que detém a faixa de Miss Universo 2014, vinha sustentando a versão de que Donald Trump, co-proprietário do concurso ao lado do grupo de mídia NBCUniversal, estaria negociando com empresários chineses para fazer o Miss Universo 2015 no país, que vem experimentando uma abertura de mercado iniciada em 1984 e que já resultou na realização de uma Olimpíada e Paraliímpiada de Verão na capital.
Executivos da Miss Universe Organization não confirmam nem desmentem, mas a opção por Hong Kong parece estar pesando nas respectivas cabeças: desde que a gestão Trump teve início em 1996, é interesse do multibilionário (multimilionário é pouco) realizar uma edição do seu concurso de Miss Universo na China comunista, cuja abertura para o certame de fato só ocorreria em 2002. Vinte anos de Donald Trump assumir as chaves dos cofres e dos escritórios da Miss Universe Inc. e convertê-la na MUO de hoje, Hong Kong, então um encrave britânico de capitalismo e prosperidade questionáveis em pleno regime fechado da China comunista, recebeu a 25ª edição do Miss Universo, realizada no Lee Theatre, com 72 candidatas e 12 vagas nas semifinais, na manhã do dia 11 de julho de 1976. De lá para cá, o número de competidoras e de semifinalistas das edições do Miss Universo só cresceu.
Com a entrada provável de Hong Kong no rol reduzido de cidades candidatas a sediar o Miss Universo 2015, a tendência é que esse grupo venha a aumentar, ainda que de forma tímida, até o final de julho. Em outra ponta do front, a prefeitura de Doral e a Florida International University, sediada em Miami, estudam reapresentar a opção alternativa para receber o certame em caso de desistência de candidaturas estrangeiras, o que, nesta altura dos acontecimentos, será pouco provável. Boa parte dos diretores da MUO já canta vitória para Bogotá sediar o Miss Universo 2015 e ver a assinatura do contrato de organização ser feita durante o Miss USA 2015, previsto para o próximo dia 12 de julho, em Baton Rouge (Luisiana). Os chineses irão dar com os burros n’água.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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