Assunto da semana: Corpos virtuais em exumação


O caminho das pedras de Arquette e CSI: Cyber no Primetime Emmy

Randee St. Nicholas/CBS/Divulgação/09.01.2015

Faltando menos de uma semana para o início do processo de votação que vai decidir os indicados à 67ª edição dos Primetime Emmys, ficam as perguntas usuais: Patricia Arquette tem chances de levar indicação pelo papel da agente especial do FBI Avery Ryan, pela primeira temporada de CSI: Cyber (AXN, 4ª, 22h)? Talvez, dada à demanda excessiva de possíveis postulantes a uma indicação na área de melhor atriz em série dramática. Ganhadora recente do Oscar, Arquette conhece esse caminhos das pedras e já o venceu em 2005, por Medium.
Acerca do episódio de estreia formal da trama, Kidnapping 2.0, trabalhada pela mesma turma das outras séries da franquia – Carol Mendelsohn, Ann Donahue e Anthony E. Zulker, soou comum ao “padrão CSI”, coisa banalizada a torto e a direito desde a maldita Copa do Mundo FIFA do ano passado, a qual não deixou boas recordações. Ficou óbvia quando Avery trocou cadáveres do IML e de programas policiais por PCs, tablets ou, no caso, câmeras raqueadas de monitorar bebês, ao modo Carolina Dieckmann de língua portuguesa.

Monty Brinton/CBS/Divulgação/02.03.2015

Toda ambientada na unidade de operações do FBI em Quantico, Virgínia – alô ABC, cuidado com o marketing turístico! -, a trama mostra uma unidade de combate a crimes cibernéticos, virtuais ou seja lá qual for a terminologia usada pelas repórteres do Cidade Alerta, cheia de gênios que lembram mais Scorpion do que uma trama da família CSI. Dirigido por Eagle Egilsson (The Wire), o ponto de partida oficial de Cyber se pontua por uma gama de efeitos visuais e cenários virtuais, pontos mais fortes no Emmy que Arquette.

Monty Brinton/CBS/Divulgação/02.03.2015

Na atuação coadjuvante, o destaque central é para James Van Der Beek (é assim que se escreve), saído de fracassos recentes como Apartment 23, no papel de Elijah Mundo, braço direito de Avery e segundo agente na divisão de crimes virtuais do FBI. Outros quatro atores completam a retaguarda: Bow Wow (agente especial Brody Nelson), Charley Koontz (agente especial Daniel Grummitz), Hayley Kiyoko (Raven Ramirez, analista de mídias sociais) e Peter MacNicol (Simon Sifter, assistente de diretor do FBI e chefe de Avery). Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (14/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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