Petrolíferas da Forbes 500 deram propina para Olivia Culpo vencer o Miss Universo 2012 e negar coroa a filipina


ConocoPhillips, Chevron e ExxonMobil, juntas, deram US$ 11,5 milhões em suborno a jurados de concurso realizado em Las Vegas

Da redação TV em Análise

Joe Klamar/AFP/19.12.2012


Eleição de Culpo está cada vez mais sob suspeita

Quase três anos após a eleição de Olivia Culpo como Miss Universo 2012, uma nova descoberta vem à tona no escândalo de corrupção financeira e de desvio de verbas públicas que culminou na eleição da candidata norte-americana ante 88 concorrentes no dia 19 de dezembro de 2012, no The AXIS (antigo PH Live), em Las Vegas: representantes das três maiores empresas petrolíferas do país listadas no ranking da Forbes 500 teriam oferecido subornos somados de US$ 11,5 milhões a jurados do concurso, tanto preliminares quanto da final televisionada. A denúncia chegou ao conhecimento da redação do TV em Análise Críticas através de um ex-funcionário da miss Universe Organization, que pediu para não ser identificado.
De acordo com essa fonte, a ConocoPhillips teria oferecido um “cala boca” de US$ 2,5 milhões a Scott Disick, jurado da final televisionada, para não perguntar a Culpo ou a qualquer outra candidata que chegasse entre as cinco finalistas sobre “temas sensíveis”. No caso americano, os temas seriam as tropas no Iraque, combate ao terrorismo no Oriente Médio, auxílio a jornais de direita na América Latina (inclusive publicações brasileiras), desvio de verbas do furacão Sandy e o chamado “Obamacare”, programa de saúde pública que vai virar objeto de exploração eleitoral da série Code Black, que a CBS vai estrear na fall-season 2015.
Entre os temas vetados a Disick, astro dos realities da família Kardashian, no canal pago E!, está o apoio da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) às ditaduras militares sul-americanas entre as décadas de 1960 e 1980, principalmente na Argentina, Brasil e Chile, através da chamada “Operação Condor”, que resultou em torturas e assassinatos em massa de opositores dos regimes autoritários vigentes na região entre 1973 e 1978. Os três países envolvidos na carnificina enviaram candidatas ao Miss Universo 2012 através de concursos nacionais. Atualmente, os jornais filiados à SIP fazem oposição a governos de esquerda no Peru (Ollanta Humala), Venezuela (Nicolas Maduro), Brasil (Dilma Rousseff), Chile (Michelle Bachelet), Argentina (Cristina Kirchner), Uruguai (Pepe Mujica e Tabaré Vásquez) e Bolívia (Evo Morales).

“Ito ay marmalade”

Fontes da Binibining Pilipinas Charities, que detém a concessão do Miss Universo para as Filipinas, confirmaram ao Críticas que a derrota da candidata filipina Janine Tugonon para Culpo se deu através do oferecimento de propinas da Conoco, Chevron e ExxonMobil a cinco jurados durante a final televisionada: o fotógrafo inglês Nigel Barker, o próprio Disick, a modelo americana Claudia Jordan, o chef japonês Masaru Morimoto e o apresentador de tevê e estrela de reality Brad Goreski, também americano. De acordo com um representante da BPCI, a movimentação de maletas de dinheiro entre a pergunta final e o final look cantado por Timomatic “foi bastante intensa”. “Vinham para lá e para cá com uma montanha de dólares para o [ator mexicano Diego] Boneta, para o Disick e para outros três jurados que não estou lembrado agora”, disse a fonte filipina, ainda indignada com a fraude, a maior em 64 anos de história do certame.
De acordo com uma investigação interna da MUO, três funcionários da entidade teriam escondido as malas de dinheiro contendo as propinas debaixo das cadeiras dos jurados citados nesta reportagem. A mecânica do chamado “propinoduto da Olivia Culpo” foi revelada pelo Críticas em matéria publicada no dia 16 de março de 2013. Dez entidades estão envolvidas no esquema, encabeçado pela D&D Investments, firma de fachada sediada em Potomac (Maryland), que detém as concessões do Miss USA para os Estados de Delaware, Illinois, Maryland, Nova Jérsei e Rhode Island (Estado de origem de Culpo). Entre as entidades envolvidas na farsa que prejudicou Tugonon e também a brasileira Gabriela Markus estão a própria MUO, a SIP, o Instituto Millenium, o Grupo Globo, as empresas de eventos Enter e Gaeta e os partidos políticos PSDB, DEM e PPS.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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3 respostas para Petrolíferas da Forbes 500 deram propina para Olivia Culpo vencer o Miss Universo 2012 e negar coroa a filipina

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