Assunto da semana: Tirem as crianças da sala, Kanye vem aí


Um espetáculo grotesco no fim do Billboard Music Awards 2015

Larry Busacca/BBMA 2015/Getty Images/DCP/17.05.2015

Pouco importam as oito estatuetas pela ex-estrela country Taylor Swift após sua conversão ao “mainstream” da música pop. Mas se houve um momento capaz de descrever em palavras a 22ª edição do Billboard Music Awards, realizado no último domingo (17), no MGM Grand de Las Vegas, esse não foi o dueto de Britney Spears com Iggy Azalea. Tampouco o monólogo de Ludacris em tributo a B.B. King (1925-2015). Mas um ato de selvageria e grosseria verbais cometidos em seu fecho pelo rapper Kanye West, o qual descrevo.

Ethan Miller/Getty Images/17.05.2015

Em duas músicas, West, esposo da socialite Kim Kardashian dos realities, provocou o terceiro ato de constrangimento em um programa de classe especial ou premiação. Após a cachorrada do Teleton em prol das vítimas do furacão Katrina (2005) e as baboseiras ditas ante Swift no Video Music Awards de 2009 para citar Beyoncé, o rapper teve a benevolência de fazer passarem vergonha suas cunhadas Kendall e Kylie Jenner, ao proferir 16 sonoros palavrões, prontamente abafados pela autocensura da rede ABC, que gerou o evento.

Denise Truscello/Getty Images/17.05.2015

Para açodamento de Domingas Person, que narrava a transmissão brasileira pelo canal pago TNT, não houve tempo de pedir desculpas ao público de TV por assinatura de pacotes básicos por ter mostrado ao país o festival de cachorradas que foi a performance deprimente, deplorável, asquerosa e grosseira de Kanye West. Para azar da ABC, existe um órgão fiscalizador desse tipo de baixaria, a FCC – espécie de Anatel americana. E, noutra frente, há o Parents Television Council (PTC), que não moveu uma palha para reclamar. Calou-se.

Kevin Winter/BBMA 2015/Getty Images/DCP/17.05.2015

Ante a quantidade de “sapeca iaiá” pronunciada pelo Marcelo Rezende no Cidade Alerta, Kanye West se saiu melhor em termos de baixaria verbal em comparação às inocências verbais ditas pelo jornalista da Rede Record para descrever ato de namorar (em resultados que soariam impublicáveis aos leitores deste espaço). Em circunstâncias normais, Rezende fala de três a 11 “sapeca Iaiá”. Menos que o esgoto verbal produzido por Kanye ante 11,18 milhões de telespectadores em território americano. Deprimente. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (24/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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