EXCLUSIVO: Caso de Sergipe expõe falta de auditoria nas etapas estaduais do Miss Brasil-Miss Universo


Em apenas sete Estados, resultados são auditados por empresas independentes ou pelas próprias coordenações locais

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Itnet/25.04.2015


Dias Mol: coroa quase lhe escapou por falta de auditoria

O erro na contagem de votos do concurso Miss Sergipe 2015 que culminou na troca da representante do Estado para a etapa brasileira do Miss Universo 2015 expõe uma chaga comum a 48,14% das coordenações estaduais do Miss Brasil: treze delas não possuem serviço de auditoria para a tabulação de seus resultados. Foi essa lambança que forçou a troca da cearense Isabelle Mitidieri pela paulista Camila Dias Mol após a constatação do coordenador local Deivide Barbosa de erro na proclamação do resultado final, anunciado no certame realizado no sábado (25), no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju.
A constatação veio de um levantamento feito com exclusividade pelo TV em Análise Críticas a partir de informações divulgadas pela imprensa ou disponibilizadas pelas coordenações estaduais. Em apenas sete Estados – Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, as coordenações locais mantém contratos com empresas de auditoria locais ou nacionais que, por questões de confidencialidade e cláusulas contratuais, não tem seus nomes revelados a pedido da coordenação nacional, sediada em São Paulo através da Enter, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes de Comunicação que tem contrato com a Miss Universe Organization vigente até dezembro.
Em outros seis Estados – Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul – e o Distrito Federal, no entanto, as coordenações não informaram se mantém ou não contratos com firmas de auditoria para a tabulação dos resultados de seus certames. O radiograma detalhado da situação das auditórias nas 27 etapas estaduais do Miss Brasil, válidas pelo Miss Universo, está no gráfico abaixo:

MARMELADA GRAVÍSSIMA
Quase metade das coordenações estaduais do Miss Brasil não possui auditoria na divulgação de seus resultados
Coordenação Estadual Auditoria
Acre Não
Alagoas Não
Amapá Não
Amazonas Não
Bahia Sem informação
Ceará Não
Distrito Federal Sem informação
Espírito Santo Sem informação
Goiás Sim
Maranhão Não
Mato Grosso Não
Mato Grosso do Sul Sem informação
Minas Gerais Sim
Pará Sem informação
Paraíba Sim
Paraná Sim
Pernambuco Sem informações
Piauí Não
Rio de Janeiro Sim
Rio Grande do Norte Não
Rio Grande do Sul Sem informações
Rondônia Não
Roraima Não
Santa Catarina Sim
São Paulo Sim
Sergipe Não
Tocantins Não

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s