Assunto da semana: O Twerk da corrupção artística de Hollywood


A dancinha de Jon Voight em Ray Donovan em interpretação livre

Suzanne Tenner/Showtime/Divulgação/14.07.2013

“Você vai pesquisar qualquer coisa no Google?”. A pergunta-chave do estudante universitário a Michey Donovan (Jon Voight), pai do personagem título de Ray Donovan (Cinemax, 2ª, 23h15, 16 anos) soaria banal não fosse por uma coisinha: tentar entender o Twerk do título do terceiro episódio da primeira temporada. Bingo. A dancinha saliente de Mickey numa biblioteca pública de universidade sintetiza bem a saliência a que se propõe o enredo escrito por Ron Nyswaner, indicado ao Oscar por Filadélfia (1993).

Suzanne Tenner/Showtime/Divulgação/14.07.2013

A um “fixer” de rapper que se pretenda ser o “Justin Bieber negro” (Marvin Gaye Washington, interpretado por Octavius J. Johnson, prestes a aparecer no AXN em um episódio da primeira temporada de Scorpion), a gracinha de Mickey soaria como uma provocação gratuita. Isso num meio encrustado e contaminado de agentes do governo, policiais corruptos e criminosos de toda a espécie no qual Ray Donovan, personagem de Liev Schreiber, advoga para o escritório Goldman & Drexler aliviar a barra de artistas ficha-suja. Pega mal.

Suzanne Tenner/Showtime/Divulgação/14.07.2013

Para compreensão do público de pacotes básicos que só agora passou a acompanhar no Brasil os trambiques e malandragens de Donovan, a série, a malandragem de Ray Donovan no modus-operandi “made in Los Angeles (e região metropolitana)” não soaria tão carioca assim, a despeito de estar aclimatada à ensolarada e instável Califórnia. Nas cenas de maior ação, o “fixer” de Schreiber parece se mostrar maior que a competência do ator principal, escamoteado pelo Primetime Emmy na primeira temporada, ao contrário de Voight.

Suzanne Tenner/Showtime/Divulgação/14.07.2013

Da mente criativa de Ann Biderman (Southland), a leva de episódios de Ray Donovan que chegou para apreciação do público do Cinemax é uma prévia de uma possível futura abertura de sinal, mais pra junho, da rede de canais da HBO, para consideração da segunda temporada da trama para o 67º Primetime Emmy. Para as atuações de Voight e Schreiber, nessa ordem, é coisa a se levar em conta. Mais do que qualquer ator ou atriz convidado (a) a constar na cédula de indicação específica, a sair em junho. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (26/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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