Assunto da semana: O ‘bico’ de Adam Levine em uma churrascaria de beira de estrada


Atrás de explicações para a fraca oitava temporada de The Voice

Ryan Tuttle/NBC/Divulgação

Ao ler um comunicado de imprensa da concorrente ABC dando conta de uma queda de público no The Voice (Sony, domingo e 2ª, 22h30, 12 anos), sem, no entanto, citar números, depara-se com um ambiente de preocupação com a ruindade e a chatice de bar de beira de estrada em que se transformou a competição musical criada pelo quase aposentado John de Mol (já vendeu a Talpa para a inglesa ITV, de Downton Abbey). Está-se diante de uma provocação anunciada por uma máquina de fazer público chamada Dancing with the Stars.

Trae Patton/NBC/Divulgação

Não há mal que resolva esse estanque, a despeito dos altos salários pagos a gente do porte e do naipe de Blake Shelton, Pharrell Williams, Christina Aguilera e Adam Levine, só para colocar ordem nas coisas. O público americano parece dar estando mostras de cansaço de fórmulas óbvias (vide American Idol), destinadas a oferecer contrato de gravação a fulano ou sicrano que vai cantar R. Kelly nas audições cegas. Em tempos de consumo de produções de serviços de streaming tipo Netflix ou Amazon, The Voice precisa se reinventar. Não morrer.

Ryan Tuttle/NBC/Divulgação

O pedestrianismo verificado na fase de batalhas, orientadas por Nick Jonas (Aguilera), Meghan Trainor (Shelton), Lionel Ritchie (Pharrell) e a desconhecidíssima (para as massas) Ellie Goulding (Levine), apenas atesta a fraqueza do nível artístico da competição musical. A ponto de Adam Levine, do Maroon 5, arrumar “bico” como baterista numa orientação pré-batalha de uma das duplas (não me interessa saber qual). Para propósito de indicação ao Primetime Emmy, tudo bem. Mas para ganhar, com essa pobreza, acho difícil Voice ganhar.

Trae Patton/NBC/Divulgação

Ao sabor das oscilações de público, inerentes a todo megassucesso de comercialização de formatos em feira internacional e posterior distribuição internacional, The Voice parece ainda não padecer da mesma sina que afeta o American Idol. Ainda tem influência, isso temos que compreender, a começar de seus treinadores. Apresentador? Carson Daly? Não é grande coisa para o mar de gente no Emmy de apresentador de realities ou realities de competição a se esperar. Tino comercial? Isso o Voice tem de sobra. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (29/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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