Assunto da semana: Viola Minha Viola Davis ou (How to Get Away de Petrópolis with – oiii, gente!!!!! – Murder)


Como não se safar da excelência de How to Get Away wuth Murder

Nicole Riveli/ABC/Divulgação/25.09.2014


A mestra com o troféu na mão

A aula para alunos de direito se safarem de provas de delitos ministrada pela professora Annalise Keating (Viola Davis) no piloto de How to Get Away with Murder (Sony, 5ª, 21h30, 14 anos) guarda em si alguma semelhança com as patranhas jurídicas armadas pelo PSDB para livrar seus líderes de uma investigação mais ampla do Supremo Tribunal Federal no caso da chamada “lista de Furnas” e do “trensalão”. Convenhamos: a analogia do caso brasileiro com a trama de Shonda Rhimes soaria risível na imprensa velhaca. Mas não é.

Captura de tela/ABC

Maestra, a atuação de Viola neste drama jurídico concebido pelo roteirista Peter Nowalk, que já trabalhou episódios das outras duas séries de Shonda, já rendeu três das quatro premiações a que foi indicada na mid-season de janeiro. Um People’s Choice Award talvez justifique os 14 milhões de telespectadores que o episódio piloto recebeu na sua exibição americana, em 26 de setembro passado. Isso, apesar de concorrer com uma partida do pacote do Thursday Night Football que a CBS adquiriu junto à NFL.

Kevork Djansezian/Getty Images/25.01.2015

Por fora, o SAG Award e o NAACP Image Award concedidos a Viola Davis em um intervalo de menos de duas semanas (entre 25 de janeiro e 7 de fevereiro) apenas atestaram a força de seu nome para as panelinhas preliminares de possíveis indicadas ao Primetime Emmy de melhor atriz em série dramática – não confundir com o panelaço da elite paulistana contra a presidenta Dilma, arquitetando uma maneira de livrá-la de uma ficha suja na porta. Mas há um problema: Viola não tem indicação alguma ao Emmy na carreira. Como fica a coisa?

Mitchell Haaseth/ABC/Divulgação/Getty Images/26.01.2015

A despeito de acumular 30 créditos anteriores de televisão, entre telefilmes e participações recorrentes, Viola Davis deve ser encarada como coisa nova para uma potencial indicação ao 67º Primetime Emmy em seu segmento. É dor de cabeça para quem vive votando pingue-pongue em Claire Danes e Julianna Margulies desde 2011. Apesar de estarmos a ainda mais de seis meses do Oscar do horário nobre americano, há muita lenha a ser queimada. Especialmente de algum episódio decisório dos outros dramas que estão aí. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (15)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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