Depois de Miami, Colômbia passa a ser ameaça ao Brasil no quadro de classificações do Miss Universo


País de Paulina Vega tem 31 classificações entre as semifinalistas, duas a menos que o país de Melissa Gurgel

Da redação TV em Análise

Martha Elena Monroy/La Patria/27.01.2015


Luz Zuluaga com Paulina na mão: perigo na pista para Hazzy

Os resultados da 63ª edição do concurso Miss Universo, realizada no dia 25 de janeiro em Miami, colocaram cara a cara Brasil e Colômbia no quadro de semifinalistas desde a instituição do certame, em 1952. Com 33 classificações em 60 participações, o Brasil tem 55% de aproveitamento nas participações que tem no Miss Universo desde 1954. A Colômbia, por sua vez, tem 54,38% de aproveitamento com as 31 classificações obtidas em 57 anos ininterruptos de participação no certame (o Brasil ficou fora apenas em 1990).
Caso consiga duas classificações consecutivas no Miss Universo nos dois próximos anos, a Colômbia pode chegar a 55,93% de aproveitamento (o que equivaleria a 33 classificações em 57 participações). No caso do Brasil, conseguir duas classificações seguidas no Miss Universo em 2015 e 2016 colocaria o país com 35 classificações em 62 participações, o que equivaleria a 56,45%. Até o Miss Universo 2014, o Brasil ocupava a quinta colocação no ranking de classificações elaborado e atualizado anualmente pela Wikipedia, baseado nos quadros de medalhas olímpicas (ouro, prata e bronze). A Colômbia da nova Miss Universo Paulina Vega, a sexta.
A quantidade de títulos que cada país conquistou – dois – pesa para que o Brasil, por ora, ostente uma posição favorável no ranking – está atualmente na quinta colocação geral, graças ao histórico de semifinalistas, grande parte delas obtidas entre as décadas de 1950 e 1970, que pesam bastante. No caso colombiano, o que pesa no histórico são as classificações obtidas nas décadas de 1960, 1970 e 1990, onde houve um aproveitamento de 60%. Na década de 1980, o aproveitamento foi de apenas 40% (o mesmo do Brasil no período). No caso brasileiro, o aproveitamento na década de 1950 foi de 100%. Na década de 1960 foi de 80%, caindo para 60% na década de 1970. Já na década de 1990, o país chegou ao fundo do poço, com apenas 22,22% de aproveitamento nas nove participações que teve. Nos anos 2000, a Colômbia teve melhor aproveitamento que o Brasil: 40% a 30%. Na década de 2010 até agora, o Brasil reverteu o jogo. Considerando-se apenas a primeira metade da década, o Brasil se saiu melhor: teve 80% de aproveitamento com suas quatro classificações seguidas de 2011 a 2014, contra 60% das colombianas, que tiveram apenas três classificações no período (2010, 2011 e 2014).

PROBLEMA À VISTA

Caso a onda de sucessos brasileiros no Miss Universo sofra uma brecada a partir de 2015, com não classificações repetidas até o final da década, a Colômbia pode tirar alguma vantagem, com pelo menos duas classificações entre as semifinalistas. Acima de três, a Colômbia “afunda” o Brasil no quadro de classificações entre as semis, com 34 classificações em 62 participações até 2019, contra 50,75% que o Brasil obteria com 33 classificações em 65 participações. O desinvestimento contínuo nos concursos estaduais e a falta de preparação de misses desde as categorias de base (concursos adolescentes) pedem colocar o trabalho desempenhado por Evandro Hazzy e pelo ex-ministro do (des)governo FHC Caio Luiz de Carvalho, a serviço da Enter e da Band, a perder.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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